domingo, 26 de maio de 2013

PESQUISADORES BRASILEIROS DESCOBREM ESTRELA GÊMEA DO SOL ( Astronomia )

Espaço

Brasileiros descobrem estrela gêmea do Sol

Dois bilhões de anos mais velha que o Sol, a estrela CoRoT Sol 1 pode fornecer pistas sobre o futuro do Sistema Solar

CoRot Sol 1
Representação artística da gêmea solar CoRoT Sol 1 e cronologia da evolução do Sol. A CoRot Sol 1, gêmea solar mais velha já descoberta, pode ajudar nos estudos sobre o futuro do Sol (do Nascimento et al)
Pesquisadores da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) anunciaram a descoberta da uma estrela gêmea do Sol, dois bilhões de anos mais velha. A CoRoT Sol 1, como foi chamada, é considerada um astro irmão por ter massa e composição química muito semelhantes ao Sol. Ela é a gêmea solar mais madura e distante da Via Láctea já encontrada.
Observações feitas com o uso do telescópio Subaru, operado pelo Observatório Astronômico Nacional do Japão (NAOJ), sugerem que a estrela tem cerca de 6,7 bilhões de anos, contra aproximadamente 4,5 bilhões do Sol. Dados obtidos pelo satélite CoRoT (Convection, Rotation and planetary Transits) indicam que o astro tem um período de rotação de aproximadamente 29 dias, com cinco dias para mais ou para menos, enquanto o período de rotação do Sol é estimado em 27 dias, com dois dias e meio para mais ou para menos.
A CoRoT Sol 1 se localiza na constelação de Unicórnio, a 2.700 anos-luz de distância da Terra, e seu brilho é relativamente fraco. Outras gêmeas já descobertas, mais novas do que o Sol, têm brilho 200 vezes maior do que ela.
Futuro do Sol A descoberta de uma irmã mais velha pode ajudar os pesquisadores a estudar o futuro do Sol. "Em dois bilhões de anos, quando o Sol tiver a idade atual da CoRoT Sol 1, a radiação emitida por ele deve aumentar e tornar a superfície da Terra tão quente que não haverá mais água no estado líquido", afirma José Dias do Nascimento, professor do departamento de Física Teórica e Experimental da UFRN e principal autor do estudo.
O satélite CoRoT forneceu informações sobre mais de 250.000 estrelas.  A partir desse material, os pesquisadores da UFRN criaram métodos de seleção, até reduzir o número de candidatas a gêmeas solares a quatro, para que apenas uma, a CoRoT Sol 1, fosse escolhida. O número 1 indica que os pesquisadores esperam encontrar mais astros semelhantes ao Sol. "Temos uma lista de 100 boas candidatas, além de trinta que foram descritas no artigo", explica Nascimento.

A descoberta foi descrita em um artigo intitulado The Future of the Sun: An Evolved Solar Twin Revealed by CoRoT, que foi aceito para publicação no periódico Astrophysical Journal Letters.

FONTE: Revista Veja.com

sábado, 25 de maio de 2013

MULHER MORRE, DÁ À LUZ, E É RESSUSCITADA NOS ESTADOS UNIDOS ( Notícias/Mundo )



No centro, Erica e a filha
No centro, Erica e a filha Foto: Reprodução / Facebook

A história da professora norte-americana Erica Nigrelli, de 32 anos, e sua filha recém-nascida, Elayna, parece milagre. A mulher estava grávida quando passou mal na escola onde trabalhava e seu coração parou de funcionar. Mesmo dada como morta, ela conseguiu passar por uma cesariana, deu à luz o bebê e foi ressuscitada. O caso aconteceu em fevereiro deste ano, na cidade de Missouri, no Texas, e veio a público nesta sexta-feira. As informações são da rede CNN.
Erica Nigrelli estava no trabalho, quando se sentiu mal e foi até a sala de um colega pedir ajuda. A gestante se sentiu muito fraca, desmaiou e, em seguida, sofreu uma convulsão. Crianças que estava na sala correram para fora, gritando por socorro. Imediatamente, o marido de Erica, Nathan, que também é professor na instituição, e outros três professores chegaram para socorrê-la. Eles usaram um desfibrilador e tentaram ajudá-la.
"Erica estava deitada no chão, espumando, fazendo sons com a boca, apenas olhando para cima", disse o marido à CNN.
Quando os paramédicos chegaram até o local, não encontraram o batimento cardíaco dela. O coração havia parado. Ela foi levada para o hospital mais próximo, onde passou por uma cesariana de emergência. Tecnicamente, era um parto pós-morte, porque o coração de Erica não estava batendo. Mas, subitamente, o órgão da paciente começou a funcionar novamente.
Elayna pesa agora 8 quilos e é saudável
Elayna pesa agora 8 quilos e é saudável Foto: Reprodução / Facebook
Durante os cinco dias seguintes, ela permaneceu em coma induzido. Os médicos diagnosticaram que Erica sofre com um problema cardíaco, que ela não sabia que tinha: a cardiomiopatia hipertrófica. A doença leva ao aumento do músculo cardíaco. O espessamento pode tornar mais difícil para o sangue sair do coração, forçando-o a trabalhar mais para bombear o sangue.
A bebê Elayna ficou na unidade de terapia intensiva da unidade por duas semanas e agora passa bem. Ela pesa 8 quilos e é saudável. Erica só viu a filha três semanas depois do parto.




FONTE: G1. com.br

RIO COLORADO VOLTARÁ A FLUIR NO MÉXICO ( Meio Ambiente )


HENRY FOUNTAIN
DO "NEW YORK TIMES"

The New York Times Germán Muñoz olhou para o rio à sua frente e falou sobre a época em que golfinhos nadavam ali, a 90 km do mar.
"A onda fazia barulho feito um trem", disse ele, descrevendo a pororoca que subia do golfo da Califórnia pelo rio Colorado. "Havia peixes de todo tipo pulando. Aí os golfinhos apareciam, perseguindo os peixes."
Isso foi na década de 1950, quando o Colorado ainda desaguava no golfo, carregando areia e lodo das montanhas Rochosas para formar um delta vasto e fértil. No último meio século, por causa das represas que estrangularam o Colorado e desviaram sua água para abastecer o crescimento do oeste americano, o rio na prática passou a terminar na fronteira com o México.
Fred R. Conrad/The New York Times
 Leito seco do rio Colorado
Leito seco do rio Colorado
Os manguezais e sinuosos canais do delta do Colorado --outrora um refúgio para peixes e aves migratórias-- viraram um deserto.
Em 1963, a última das grandes barragens do Colorado, a do cânion Glen, começou a reter água 1.100 km a montante. "O rio não chega mais até aqui", disse Muñoz.
Mas agora há razão para otimismo. Uma emenda em um tratado firmado sete décadas atrás pelo México e os EUA, chamada de Minuta 319, fará com que a água volte a correr rio abaixo e irá amparar os esforços para restaurar o habitat nativo e atrair animais.
O delta continuará sendo um filete de água em comparação aos enormes volumes bombeados para as cidades, fazendas e indústrias, mas a emenda também prevê uma grande liberação de água de uma só vez, para imitar as inundações que antigamente rejuvenesciam o delta a cada primavera, limpando os sedimentos e a vegetação velha e abrindo áreas para que novas plantas crescessem. Durante essa enxurrada, o Colorado deverá novamente alcançar o mar.
"O novo acordo irá definitivamente ajudar a restaurar o Colorado", disse Efraín Nieblas, diretor da agência de proteção ambiental do Estado mexicano da Baixa Califórnia.
No estuário da extremidade norte do golfo, o afluxo de água mais fresca irá reduzir a salinidade, o que será bom para os indígenas da etnia cucapá e para outros nativos que pescam corvinas e camarões no local. "É realmente importante conectar o rio ao oceano", disse Nieblas.
O delta nunca mais será como era antes das represas --o canal principal do rio, por exemplo, chamado de corredor ripário, está agora em grande parte cercado por lavouras irrigadas--, e Muñoz certamente não voltará a ver os golfinhos brincando na frente da sua casa. Mas ambientalistas americanos e mexicanos dizem que o acordo é um bom primeiro passo. O objetivo é restaurar em cinco anos cerca de 900 hectares a montante e a jusante, a um custo de US$ 8,5 milhões.
Cerca de 90% do fluxo anual do Colorado, de cerca de 18 trilhões de litros, vai para a Califórnia, o Arizona e cinco outros Estados do oeste dos EUA. Pelo tratado de 1944, o México tem direito a quase 2 trilhões de litros. Essa água chega à fronteira na represa de Morelos, a última do rio, onde ela faz uma acentuada curva à direita, entrando em canais que a levam a cidades e fazendas mexicanas.
Geralmente, a água não chega ao outro lado da represa e ao leito principal. Há água do Colorado em partes do delta, mas ela fica dando voltas por lá. A leste do leito fluvial, o Ciénaga de Santa Clara, um manguezal que serve de parada para aves aquáticas migratórias, é alimentado pela água drenada dos algodoais irrigados do Arizona.
No entanto, há a necessidade de mais água, e ela deve vir pelo corredor ripário. O rio precisa fluir. Como parte do acordo, grupos ambientalistas se comprometeram a fornecer a água para o fluxo básico, cerca de 13 bilhões de litros por ano, adquirindo licenças ociosas para o uso da água de agricultores mexicanos.
A ideia não é reduzir o volume usado por lavouras e cidades, segundo Francisco Bernal, diretor do escritório de Mexicali da Comissão Internacional de Limites e Águas, mas poupar água por meio de melhorias na conservação --das quais algumas serão pagas por distritos hídricos nos EUA em troca de parte da água mexicana. "Queremos conservar água suficiente para partilhar com o ambiente", afirmou ele. 

FONTE: Folha.com/Ciência

sexta-feira, 24 de maio de 2013

AVIÃO SOLAR BATE RECORDE DE DISTÂNCIA DE VOO NOS EUA ( Energia solar )

Energia solar


A aeronave Solar Impulse percorreu 1.541 quilômetros do Arizona ao Texas

Avião movido a energia solar 'Solar Impulse'
Solar Impulse: o avião movido a energia solar deve fazer um voo ao redor do mundo em 2015 (Stephen Lam/Reuters )
O Solar Impulse, primeiro avião tripulado que voa de dia e à noite movido exclusivamente a energia solar, bateu um novo recorde nesta quinta-feira, ao completar a segunda etapa da sua travessia pelos Estados Unidos. Foram percorridos 1.541 quilômetros, a maior distância já cumprida por um avião solar.
A aeronave pousou no aeroporto Dallas-Fort Worth, no Texas, à 1h08 do horário local (3h08, horário de Brasília), depois de um voo de 18 horas e 21 minutos que saiu de Phoenix, no Arizona. A primeira etapa da travessia pelos Estados Unidos foi realizada no início de maio, com o percurso de São Francisco até Phoenix.
"Essa etapa foi particularmente difícil devido aos ventos fortes na hora da aterrissagem. O piloto precisa ficar acordado por mais de 20 horas, sem recorrer ao piloto automático em nenhum momento", explicou o piloto Andre Borschberg, que tem a marca do voo mais longo com energia solar, de 26 horas.
Depois de Dallas, o avião solar viajará para Saint Louis, no Missouri. No meio de junho, partirá para o aeroporto Dulles, próximo à capital Washington. O Solar Impulse chegará ao seu destino final em julho: o aeroporto Kennedy, em Nova York.
Parada obrigatória – O avião permanece vários dias em cada local de escala para permitir que a população o conheça e converse com os pilotos. A aeronave, de 1,6 tonelada de fibra de carbono, teria condições técnicas para fazer o voo sem escalas, mas as autoridades proibiram o feito porque o avião tem lugar para apenas um piloto, que só pode voar por até 24 horas.
O recorde anterior também havia sido alcançado pelo Solar Impulse, há um ano, quando completou o percurso de 1.116 quilômetros entre a Suíça e a Espanha. O projeto, idealizado e comandado por dois pilotos suíços, tem como objetivo demonstrar o que pode ser conquistado sem combustíveis fósseis. A meta é que a aeronave possa realizar um voo ao redor do mundo em 2015.

(Com agência France-Presse)

FONTE: Revista Veja/Com

GRANDES MACACOS SURGIRAM HÁ 25 MILHÕES DE ANOS, INDICAM FOSSÉIS ( Descobertas Paleontológicas Recentes )

23/05/2013 - 03h30


REINALDO JOSÉ LOPES
COLABORAÇÃO PARA A
FOLHA
Dois fósseis aparentemente insignificantes --uma mandíbula e um único dente-- acabam de ajudar os cientistas a traçar um quadro mais claro da origem do grupo de primatas ao qual pertence o homem.
Ambos os fósseis têm 25 milhões de anos. O primeiro representa o mais antigo hominoide, ou grande macaco --animais como chimpanzés, gorilas, orangotangos e o Homo sapiens. Já o segundo é o mais velho entre os macacos com rabo do Velho Mundo, animais como babuínos e resos, por exemplo. 

Ilustração Mauricio Antón/Divulgação
Reconstrução artística do _Rukwapithecus_ (à esq.) e do _Nsungwepithecus_ (à dir.)
Reconstrução artística do Rukwapithecus (à esq.) e do Nsungwepithecus (à dir.)
A pesquisa descrevendo os fósseis está na revista científica "Nature" e tem como primeira autora Nancy Stevens, da Universidade de Ohio (EUA). Os dois bichos viviam na Tanzânia, na África Oriental --região que já é famosa por outros fósseis importantes para entender a evolução humana.
Para quem acha estranho que cacos tão diminutos sejam usados para batizar duas espécies, é importante lembrar que, no caso dos mamíferos, as características da mandíbula e dos dentes são muito típicas de cada animal, ajudando a inferir não apenas sua dieta como também, em geral, suas relações de parentesco.
Em entrevista à Folha, Stevens contou que o maior dos bichos, o hominoide Rukwapithecus fleaglei, devia ter uns 12 kg. É mais difícil estimar o tamanho do outro macaco, o Nsungwepithecus gunnelli, já que ele é só conhecido com base num dente, mas ele devia ter um pouco menos do que isso.
Os bichos viviam num ambiente um tanto apocalíptico: montanhas vulcânicas ladeavam uma região semiárida, na qual também havia pântanos e lagos. Na época, já estava começando a surgir o imenso vale que caracteriza a África Oriental de hoje, formado pelo afastamento de duas placas tectônicas --era isso o que gerava o vulcanismo na região.
E essa pode ser uma das peças do quebra-cabeça para explicar por que, afinal, os macacões ancestrais do homem surgiram nesse momento, separando-se dos macacos com cauda.
"Antes, havia ali inúmeros primatas relativamente pequenos", conta Stevens. "Milhões de anos mais tarde, quando a África se encontra com a Ásia [antes, o continente era uma ilha], surgem primatas de maior tamanho, e uma das ideias é que eles tivessem evoluído para se adaptar à competição com a fauna asiática que invadiu a África."
No entanto, o notável a respeito das novas espécies é que elas já são grandinhas. "Isso pode indicar que a formação do vale e dos vulcões na região criou ambientes heterogêneos, que favoreceram a diversificação dessas espécies", diz o australiano Eric Roberts, geólogo da Universidade James Cook que é coautor do estudo. "Mas ainda não temos certeza disso." 

FONTE: Folha.com/Ciência

INVENÇÃO DE GAROTA DE 18 ANOS ALMEJA RECARREGAR BATERIA DE CELULAR EM 20 SEGUNDOS ( Tecnologia )

24/05/2013 - 08h00



 
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA
A norte-americana Eesha Khare, 18, inventou uma tecnologia que almeja recarregar a bateria de dispositivos móveis, como celulares e tablets, em apenas 20 ou 30 segundos. A criação rendeu à Eesha uma bolsa de estudos no valor de US$ 50 mil (R$ 106 mil) e o prêmio de jovem cientista da feira internacional de engenharia da Intel, realizada na última semana, nos EUA.
Chamado de "supercapacitor", o dispositivo consegue armazenar uma grande quantidade de energia em um pequeno espaço, com rápido recarregamento e longo tempo de conservação. 


Divulgação/Intel
Eesha Khare, 18, exibe supercapacitor que permite armazenar grande quantidade de energia e tem rápido recarregamento
Eesha Khare, 18, exibe supercapacitor que permite armazenar grande quantidade de energia e tem rápido recarregamento
Até o momento, a tecnologia foi usada apenas em lâmpadas LED, mas Eesha acredita que poderá fazê-la funcionar em celulares e, talvez, em carros elétricos também.
"A bateria do meu celular está sempre acabando", afirmou a jovem à emissora norte-americana NBC sobre a inspiração que a levou a estudar nanotecnologia. "Nada de alerta de pouca bateria quando você precisa enviar mais um SMS ou quando faltam apenas duas páginas para terminar seu e-book", disse a Intel no comunicado oficial sobre a feira de engenharia.
Além da velocidade, a nova bateria também tem vida útil maior, oferecendo 10 mil ciclos de recargas, enquanto as tradicionais presentes no mercado têm, em média, 1 mil. 

FONTE: Folha.com/Tecnologia

sexta-feira, 17 de maio de 2013

EUROPEUS COMPARTILHAM ANCESTRAIS DE MIL ANOS ( Paleoantropologia )

DE SÃO PAULO 

Um novo estudo aponta que europeus, mesmo de diferentes países, têm grandes chances de terem tido ancestrais comuns que viveram há mil anos.
A pesquisa, publicada no periódico "PloS One", analisou o DNA de 2.257 pessoas de 40 populações diferentes e concluiu que pessoas com ancestrais europeus estão mais perto umas das outras do que se imaginava antes. Isso pode ajudar a trazer novas informações sobre a história da Europa.
Segundo os autores do estudo, esse mesmo padrão pode ser aplicar ao resto do mundo.
"Num nível genealógico, todos na Europa têm origem no mesmo grupo de ancestrais de milhares de anos atrás. Isso foi previsto há mais de uma década, mas agora temos evidências de dados de DNA", disse Graham Coop, professor da Universidade da Califórnia e um dos autores do estudo.
Apesar de as diferenças serem relativamente pequenas, italianos tendem a ter um grau de parentesco menor com uns com os outros e outros europeus, talvez como resultado de uma história de culturas distintas na península.
Os autores ressaltam que estudos genéticos de ancestralidade podem trazer novas informações à história, mas não dizem tudo. A arqueologia e a linguística podem dizer muito sobre como as culturas e as sociedades se moveram e mudaram e, por isso, dizem os pesquisadores, esses estudos devem andar lado a lado para formar um quadro mais completo da história dos últimos milhares de anos. 

FONTE: Folha.com/Ciência