quinta-feira, 4 de novembro de 2010

OS GÓTICOS ( Tribos Urbanas )

Gótico (estilo de vida)

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A cultura gótica (chamada de Dark no início dos anos oitenta apenas no Brasil) é uma cultura contemporânea presente em muitos países. Teve início no Reino Unido durante o final da década de 1970 e início da década de 1980, derivado também do gênero pós-punk. A cultura gótica abrange um estilo de vida, estando a ela associados, principalmente, gostos musicais dos anos 80 até o presente (darkwave/gothic rock, ebm, industrial, etc.), estética (visual, "moda", vestuário, etc) com maquiagem e penteados alternativos (cabelos coloridos, desfiados, desarrumados) e uma certa "bagagem" filosófica e literária. A música se volta para temas que glamorizam a decadência, o niilismo, o hedonismo e o lado sombrio. A estética sombria traduz-se em vários estilos de vestuário, desde death rock, punk, renascentista e vitoriano, ou combinações dos anteriores,essencialmente baseados no negro, muitas vezes com adições coloridas e cheias de acessórios baseadas em filmes futuristas no caso dos cyber goths.

Índice

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[editar] Movimento cultural

Foi taxada como "movimento cultural" devido ao princípio de que tal visão e comportamento são um protesto acerca da ambientação dada na época em que se iniciou, isto é, uma alienação que afirmava uma evolução e liberdade que, em verdade, eram insuficientes (ou até inverossímeis), e contra a qual a descrença deveria ser usada como denúncia. Apesar de simplista, esta explicação define o pensamento ideal da maioria dos que afirmam pertencer a este grupo. De qualquer modo, o mundo não parece ter mudado muito, e a subcultura continuou a evoluir cada vez mais podendo basear-se ainda nesse formato.

[editar] O termo gótico na falta de cultura

O termo gótico (do alemão: goth ou inglês gothic) foi usado através dos séculos sob vários significados, às vezes sem ligação alguma. Em algum momento histórico ele pode ter designado certo povo bárbaro que veio a invadir o império romano, mas não devemos nos apegar a isso para não confundir o leitor, pois com o passar do tempo, o termo ganhou significados diferentes. A palavra agrega sentidos que lembram: vitoriano, medieval, onírico, sombrio, assustador, fantasmagórico, macabro, amedrontador, etc.
O uso do termo 'gótico', desvinculado de seu significado original, surgiu quase que ironicamente, no início da década de 80. A mídia de massa ao entrevistar integrantes das diversas bandas relacionadas à subcultura que começava a surgir, como seria classificada a atmosfera de suas músicas, por vezes recebia respostas semelhantes a: 'de temática sombria e soturna, 'gótica. Na metade da década de 80 o estilo já havia se disseminado por vários outros países (incluindo o Brasil) e o termo acabou por ir junto com ele e até hoje é usado para denominar a cultura.

[editar] O uso do termo "gótico" na História

Desde a década de 90 a sub-cultura gótica começou a sofrer de algumas distorções por parte de enganos frequentes como o de que o termo "gótico" sempre esteve ligado através da história e, portanto, os góticos de hoje seriam legítimos descendentes dos visigodos, godos, ostrogodos, entre outros.
Que esses mesmos teriam iniciado o estilo arquitectónico de construções sacras e também a literatura, quando na verdade, as catedrais góticas só começaram a ser construídas no século XI e nem sequer se recebiam esse nome na época em que foram instauradas como arte sacra, pois expressavam a ideologia e estética da igreja católica na época.
Os renascentistas e iluministas, que se opunham à ideologia católica da época medieval, as chamaram, pejorativamente, "Góticas" muito depois, justamente como crítica. Na época de sua construção eram chamadas "opus francigenarum" (arte francesa). Quanto aos bárbaros "Godos", que invadiram o império romano, foi um acontecimento dado por volta do século V, logo se vê então que são mais de cinco séculos de diferença histórica cultural, o que já havia feito uma diluição da cultura dos godos na Europa.
Do marco da construção das catedrais góticas (Do século XI até XIV) até a época em que surgiu um movimento literário chamado gótico e outro chamado romantismo (Século XVIII para XIX) já haviam se passados mais outros tantos séculos de diferença cultural e, portanto, a imagem de Gótico foi estabelecida como sombrio, fantasmagórico, misterioso, para criticar aqueles que tinham criticado o fim da Idade Média. O que era um nome pejorativo passou a ser um nome designador de uma estética "Cool". Terminamos assim de falar do sentido da palavra através do tempo sem ligá-la totalmente à cultura e mostrar que até esse ponto, os góticos da cultura iniciada na década de 80 não são descendentes dos Góticos dos séculos passados de forma alguma, pois nem sequer tiveram alguma ligação através de suas épocas. A ligação dos góticos contemporâneos com os antigos movimentos artísticos assim intitulados, está nas músicas e na estética de forma indirecta.
A sub-cultura gótica não possui literatura própria, embora existam livros que catalogam bandas dentro de sub-gêneros da música gótica como obras do autor Britânico Mick Mercer, contexto histórico como "Goth Chic" (basicamente uma enciclopédia do termo "gótico") de Gavin Baddeley, livros que falem sobre estética/comportamento como o "Gothic charm School" da autora Americana Jillian Venters, ou como prefere ser chamada: "Lady of the Good Manners" (como tradução: "Senhora das boas maneiras"), e livros que tratem de comportamento, como "Goth. Identity, Style and Subculture" de Paul Hodkinson.
Mas há vários estilos literários apreciados por seus integrantes, entre eles, no Romance Gótico (Horace Walpole, Mary Shelley, Bram Stocker, etc), Romantismo (William Blake, Lord Byron, Edgar Allan Poe, etc) a poesia Simbolista/Decadentista (Charles Baudelaire, T.S. Eliot, Rimbaud, Oscar Wilde, etc) o romance Existencialista (Camus, Sartre, etc), Literatura Beat (Ginsberg, William Burroughs), entre outros.
Dessa forma, essa cultura fez releituras ou sátiras da Literatura Gótica. Essa literatura também serviu de tema para movimentos artísticos anteriores, que influenciaram a cultura estética dos anos 1980, como por exemplo o Expressionismo.
Na literatura brasileira, os autores mais respeitados por integrantes da sub-cultura gótica são: Augusto dos Anjos, Álvares de Azevedo, Cruz e Sousa e Alphonsus de Guimarães. Dentro da literatura portuguesa os autores mais respeitados são Eça de Queirós, Fernando Pessoa, Lima de Freitas, Camilo Pessanha, Florbela Espanca, David Soares, Mário de Sá Carneiro entre outros.
  • Fonte: Dicionário de Português
subcultura (sub- + cultura) s. f. 1. Cultura obtida a partir de outra. 2. Grupo de pessoas com características específicas que criam ou pretendem criar uma subdivisão cultural.
cultura s. f. 1. Ato, arte, modo de cultivar. 2. Lavoura. 3. Conjunto das operações necessárias para que a terra produza. 4. Vegetal cultivado. 5. Meio de conservar, aumentar e utilizar certos produtos naturais. 6. Fig. Aplicação do espírito a (determinado estudo ou trabalho intelectual). 7. Instrução, saber, estudo. 8. Apuro; perfeição; cuidado.
Assim sendo, os góticos são uma sub-cultura, pois não apareceram de outra nem tão pouco criaram ou tentam criar uma subdivisão, é simplesmente uma sub-cultura como qualquer outra, tem suas origens fundamentadas em ideais, seja a arte (dança, música, pintura e teatro), a escrita, a filosofia, dentre outras.

[editar] Religião e simbolismo

O gótico/darkwave é uma sub-cultura laica[carece de fontes?], ou seja, não é integrada à qualquer religião. Alguns pensam que os góticos estão diretamente ligados à esoterismo, anticristianismo. Embora cada indivíduo que integra-se à mesma, é livre para a escolha de crenças em qualquer tipo de deus. Porém, no gótico não se encontram pessoas dispostas à seguirem religiões que impliquem no apego a qualquer tipo de dogmas, ou seja, religiões opressoras que impedem pessoas à agirem de acordo com o que realmente pensam, regras onde propõem o que se deve vestir, ler, crer ou fazer[carece de fontes?].
Os tidos wannabes - Uma gíria entre pessoas da sub-cultura gótica, que em sua semântica refere-se à um determinado sujeito novo, curioso e, mais diretamente, que "quer 'ser'" parte da mesma - Geralmente seguem à risca presunçosa e equivocada em denominarem aos outros pertencentes a ela apenas como Ateus, Wiccas, Pagãos ou satânicos, sendo estes, como mencionado inicialmente, livres à qualquer doutrina ou Sociedade Secreta.
Algum recurso de preâmbulo religioso é utilizado como temática, para músicas ou estética. Um crucifixo, por exemplo, pode, teatralmente, simbolizar a tortura (Crucio = tortura), pois a cruz foi cunhada em Roma, como instrumento para tal, antes mesmo do nascimento de Cristo. Simbolicamente no sentido de estética não vem totalmente ligado à música, as vestes góticas vieram de acordo com a ideologia a que ele pertence.

[editar] Um resumo dos beats dos anos 40 aos góticos dos anos 80

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As verdadeiras raízes da subcultura gótica podem ser achadas inicialmente nos anos 40\50 na cultura beat.
Os beats eram pessoas com gosto pelo que outrora fora conhecido como cabaré (na época dos grandes artistas e pensadores franceses), ou seja, ambientes boêmios, onde conversavam, bebiam, fumavam, apreciavam saraus e ouviam boa música (jazz underground e posteriormente rock). Tudo excessivamente. Tanto que os óculos escuros foram adotados ao estereótipo Beat, junto com as roupas predominantemente escuras e boina preta, por causa da fumaça.
Os cabelos eram compridos (porém mais curtos que os dos Hippies) e e eram comuns um tipo de cavanhaque bem aparado em linha ao longo do queixo. Nos Estados Unidos o movimento se tornou menos "intelectualizado", e mais junkie e desleixado. O primeiro uso do termo "Beat" ou "Beat generation" teria sido feito por Jack Kerouac no final dos anos 1940. Mas o termo só se popularizaria nos anos 50. Passou também a ser um movimento pop e "comercializável" de 57 a 61. Mas suas origens remontam ao underground dos cafés parisienses do pós-guerra. Daí vem o termo "estudante de arte existencialista e parisiense" para a postura Beat.
O Termo "Beatnik" foi cunhado pela imprensa, misturando Beat a Sputnik ( primeiro satélite russo no espaço sideral ). Os Beatniks nos 60's eram mais apolíticos ( e/ou pacifistas ), existencialistas, cool, sua poesia e música contemplava tanto o lado obscuro quanto hedonista e urbano da boemia. Porém o que era um movimento underground acabou em decadência com sua comercialização. Da diluição desse movimento surgiram talvez outros dois, o hippie e o punk]beat, ou glam punk.
Os Hippies formaram movimento politizado, expressivo (not cool), de visual colorido e cabelos muito longos. A parte do Beat que permaneceu no Hippie foi a religiosidade alternativa, muitas vezes orientalista, o "alternativismo", e alguns estilos musicais. Isso é bem o estilo de artistas que conhecemos muito bem, como Jimi Hendrix, porém não fazia a cara de outros como Iggy Pop. Uma parte dos Beats, claro, não se tornou Hippie, por discordar de suas tendências, e seguiu outros caminhos.
Logo, surge esse outro lado da ramificação temos a explosão do Glam e Glam punk. Com temáticas e abordagens mais profundas, líricas e adultas. Podemos então citar o Velvet Underground em Nova Iorque, os Stooges em Detroit e o The Doors em Los Angeles. O Velvet Underground glamouriza o decadentismo urbano, sem esperanças e floreios, para cena pop. Em 1970, surge em Nova Iorque o grupo New York Dolls com um rock crú e simples, em performances bombásticas travestidos de mulheres. "Ora, se as mulheres conquistaram o direito de se vestirem como homens, por que não?"
A temática chamou a atenção de David Bowie que a levou para o outro lado do atlântico. Junto a Marc Bolan do T-Rex, e o Roxy Music de Brian Eno e Bryan Ferry, Bowie se tornou referência mundial do Glam rock. A abordagem do Glam Rock era basicamente o esteticismo e dandismo de Oscar Wilde e Baudelaire atualizado para os anos 70. A decadência do homem e da sociedade urbana e suas perversões hedonistas, a artificialidade, o pré-moldado, o poserismo, enfim decadence avec elegance (decadência com elegância). Dizer que Glam rock é apenas cores e purpurina é tão superficial quanto dizer que o Gótico é se vestir de preto.
A temática do Glam trazia através de músicas brilhantes (tanto em letra como melodia) a melancolia da condição humana e de temas soturnos, basta ver suas traduções. Mesmo esteticamente o Glam preservava um lado noirBauhaus e Specimen, que deram origem a música gótica, não se diferenciam em quase nada das bandas incluídas no glam rock quanto à sua sonoridade. A atitude do Glam de androginia era mais do que Rockers durões, Mods (uma variante dos beats cuja diluição daria origem aos skinheads do lado mais durão e na evolução continua a transição para o Glam rock) e os Hippies conservadores estavam preparados. Era uma inversão. Além do mais naquela época nem se via mais o que fazer em termos de psicodelia, foi quando o Glam chegou e virou a cabeça de adolescentes que queriam também se vestir iguais aos seus ídolos. E a influência beat permanecia viva através do Glam. (sombrio). Algumas bandas como
Tanto nos Estados Unidos como na Inglaterra, conceitos e estéticas Beats permaneceram ao longo do Glam e dos anos 70. O rótulo "Punk" foi dado ao movimento rock que tinha, em resposta ao rock progressivo, músicas simples em execução, mas com temas sociais importantes. Bandas experimentais, contra a música comercial das grandes gravadoras, uma geração crítica em relação à arte e consumo de sua época, interessada em questões existenciais foram consideradas Punks antes de 77. Exemplos: Talking Heads e o Patti Smith Group. Mas em 78 o termo caía em decadência já era considerado um clichê gasto e distorcido pelo sucesso de 77. O diretor da gravadora Sire Records, Seymour Stein, considerou que estas bandas tinham o mesmo feeling dos filmes do movimento cinematográfica francês de características Noir (obscura) e contra-culturais chamado "Nouvelle Vague" (New Wave, em Inglês, Neue Welle, em alemão).
Assim New wave e Pós-punk (Póstumo ao punk) seriam os termos usados para classificar estas bandas originalmente chamadas de punk antes que o termo "punk" atingisse o fim de seu auge. Simultaneamente algumas destas bandas são afiliadas a sub-cultura Gótica. Na verdade com o tempo, o termo New Wave passou a ser utilizado para as bandas mais pops e Pós-Punk, para as mais underground. Ainda então, bandas da sub-cultura Gótica eram classificadas de ambas as formas. Mas posteriormente deixou-se o new wave para bandas com um visual mais colorido e para as bandas que adotaram um tendência mais sombrias acabou-se por usar o termo pejorativo gótico, que acabou pegando.
Toda a Estética Gótica inicial vai ser uma mistura Glam (androginia, poesia urbana e maldita, maquiagens pesadas, sonoridade rock básica, dandismo, etc), que também foram reforçados por uma influência do movimento new romantic dos anos 80, e a cultura Beat (poesia urbana e maldita, existencialismo e espiritualidade difusa, roupas escuras, acid rock, cool, jazz-rock, psicodelia, etc), ora tendo uma sonoridade mais pós punk, outra mais new wave. O termo foi usado durante a década de oitenta e na década de noventa também convencionou-se tirar o new e usar dark, dessa forma: Darkwave.

[editar] Estética como visual

A estética como um visual pessoal/individual, não é obrigatória pelos seus membros, uma vez que, gostando de determinados sub-gêneros musicais, estética, corrente literária, arte, convivência com pessoas que sentem-se atraídas e gostam do que é aceito no Gótico, ou tudo o que esteja ligado ao mesmo, torna-se quase o suficiente para que entendam seu "mecanismo". Embora, visual seja uma identidade individual (ou coletiva) de considerável importância que diferencie e caracterize em qual época e à qual sub-cultura um indivíduo pertence.
Dentro da sub-cultura gótica, há o que pode-se denominar como "esteriótipos visuais" das mais variadas referências adaptadas de cada indivíduo para si, são mesclagens criativas que abrangem desde Vitoriano, Edwardiano, Romantic Goth, Dandy, Steampunk, Dark cabaret, Fetish (estética BDSM), Cybergoth, Perky Goth, Pin-up,"Deathrocker", Medieval, Trad goth (ou góticos tradicionais oitentistas), alguns inspirados em filmes como os de Tim Burton, expressionismo alemão, ou clássicos da Hammer, entre outros meios de inspirações, que denunciam seus gostos particulares. Alguns aderem certos visuais propositalmente para "chocar", criticar algum alvo conceitual na sociedade, outros, como uma espécie de "cosplay", e outros ainda, por identidade pessoal que levam às suas vidas cotidianas de forma adaptável, ou, no uso de seu devido bom-senso deixando "extravagâncias" mais ousadas em ocasiões que julguem especiais.
A cor Preta como tonalidade predominante acompanhada à uma postura tida como juvenil, é geralmente um arquétipo do mainstream. Sendo esta, uma limitação dos conceitos superficiais direcionados à massa no que diz respeito à sub-culturas urbanas derivadas do que chamam de "Rock". A cor preta, como representação estética, geralmente é acompanhada de uma, ou mais cores adicionadas de forma peculiar para compor os visuais dentro dos esteriótipos variantes do Gótico, ou seja, não sendo esta predominante, embora ainda sim, presente. Como simbolismo, a semântica pode variar de indivíduo para indivíduo, ou estar praticamente ausente, permanecendo como apenas questão de estética. A presença de adultos na sub-cultura especialmente a norte-americana e europeia é em grande escala, o que modifica os conceitos sobre a sub-cultura tratar-se de algo juvenil, visto que ainda preza-se pela censura conforme o que diz respeito às leis e normas básicas de todo e qualquer evento, festival e concerto.
Os tipos de estéticas ou, esteriótipos visuais, recebem mais ênfase em eventos, concertos e festivais como o Wave Gotik Treffen realizado anualmente em Leipzig, na Alemanha, M'era Luna Festival, em Hildesheim situado em Alemanha, entre outros. Geralmente em países de primeiro mundo, especialmente no continente europeu e no norte da América, onde o IDH é mais elevado, possuem mercados maiores, no qual há mão-de-obra mais especializada e qualificada em confecções de produtos estéticos e artísticos que favorecem e nutrem suas modas, e, logo são importados à outros países.
Há também fotógrafos (as) e designers que criam suas obras inspiradas em derivações estéticas da sub-cultura gótica que divulgam por páginas da internet, exposições, etc. Obras como uma forma de arte, ou mesmo, incentivo à dresscode. São também promovidos desfiles no meio undergorund por profissionais da moda como a estilista alemã Vecona (Vecona.de[1]).
Na moda das massas é muito frequente em coleções de Outono/inverno desde passarelas à lojas, onde o uso da estética gótica é tida como referencial, vide estilistas famosos como Alexander McQueen, Glória Coelho, John Galliano, Yohji Yamamoto, Karl Lagerfeld, Thierry Mugler, Jean Paul Gaultier, entre outros.

[editar] TV e cinema

O cinema e a TV deram um bom espaço para a "goth culture" através de filmes, séries etc, como por exemplo, os filmes Nosferatu, filmes da Hammer films, produções do cineasta Americano Tim Burton, Drácula de Bram Stoker, Elvira (Rainha das trevas), A Família Addams (o filme), Entrevista com o vampiro, Jovens Bruxas, ou seriados como Família Addams e Os Monstros nos anos 60 e as séries animadas Total Drama Island e Total Drama Action. No Brasil, um notável expoente da "goth culture" foi a novela Vamp.

FONTE; Wikipédia, a Enciclopédia Livre.

PATRICINHA e MAURICINHO ( Tribos urbanas )

Patricinha

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O termo patricinha é uma gíria que remete a uma mulher, normalmente uma adolescente ou na faixa dos 20 anos, que tem uma preocupação excessiva em se vestir de acordo com a moda e que anda em grupos, com outras moças que compartilhem os mesmos gostos.
No Brasil, o equivalente a patricinha na idade adulta costuma ser associado a socialite ou, no sentido pejorativo, perua, que é uma mulher casada que não trabalha e vive uma vida luxuosa, sustentada pelo seu marido.
O equivalente aproximado em Portugal, tanto para patricinha como para mauricinho, é “coquete”, "queque" ou "betinha(o)".

Mauricinho

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Ator Ed Westwick que protagoniza o personagem de Gossip Girl, Chuck Bass o qual é preppy e também playboy já que na trama se envolve com muitas mulheres.
O termo mauricinho (português brasileiro) ou queque (português europeu) (uso pejorativo: "mauriceba", no Brasil, e ainda "betinho", em Portugal) é uma gíriahomem, normalmente jovem, que é bem-posicionado financeiramente (isto é, pode ser rico, mas não o é necessariamente) e é considerado exageradamente arrumado pela forma combinada de se vestir, com o objetivo de chamar a atenção em lugares como festas, casas noturnas, etc. Quando se atribui a característica de mauricinho/queque a algum objeto, isto quer dizer que esse objeto tem uma boa aparência. O equivalente aproximado em Portugal, tanto para patricinha como para que remete a um mauricinho, é “queque”. Os mauricinhos também são considerados como uma tribo urbana.

Índice

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[editar] Características

Apesar de serem pejorativos, os termos mauricinho e patricinha designam pessoas que possuem um elevado nível social e se preocupam com a aparência. Falsamente relaciona-se mauricinhos e patricinhas com preppys, possivelmente pela semelhança de ambito financeiro. Mauricinhos e patricinhas tendem a ter personalidade sociavel e altruista visando sempre agradar o próximo seja pela personalidade, ou pela aparência. Já a cultura preppy, além dessas últimas qualidades - bem mais visíveis e centradas - possue normas sociais bem pragmáticas, e uma organização cultural, sendo realmente um estilo de vida, e não uma gíria ou termo popular, diferenciando dos termos patricinha e mauricinho.

[editar] Diferenças de mauricinho e playboy

Há diferença entre um mauricinho e um playboy. Os mauricinhos são as versões masculinas das patricinhas, por isso seguem tendências de moda clássica e conservadora, são pessoas capitalistas, ou seja, consomem muito, gostam de se arrumar,e chamar atenção por isso. Possuem na sua maioria um forte gosto musical para pop e música eletrônica. Mesmo sendo esse termo diferente do termo playboy, o mauricinho pode ser também um playboy, desde que saia com muitas mulheres sem ter um relacionamento exclusivo. Por isso em vários textos, músicas e etc podemos encontra a palavra playboy se referindo a um mauricinho. Existem aqueles que vestem a roupa da tribo, mas não possuem a personalidade enquadrada ao estilo, sendo estes falsos mauricinhos que possivelmente foram surgindo com a repentina mudança de classe social de pessoas, que não tiveram a criação cultural comum da elite.
Os playboys são homens que não possuem dinheiro necessariamente, e saem com muitas mulheres ao mesmo tempo. Geralmente os playboys de classe média andam com características semelhantes como: não seguem tendências de moda apesar de usarem roupas de marca, utilizam estilos variados ligados aos skatistas, rappers, surfistas e reggae. Geralmente não são estudiosos. A palavra playboy não se refere a uma tribo urbana, mas sim uma característica de um homem que sai bastante com mulheres, por isso podemos encontrar um mauricinho playboy, que é aquele o qual adota as características dos mauricinhos, e além disso é playboy, porque se diverte sexualmente com muitas mulheres, sem possuir um relacionamento fixo.


FONTE: Wikipédia, a Enciclopédia Livre.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

GRANDES VULCÕES DO PLANETA TERRA ( Merapi/Indonésia )

Quarta-feira, 3 de novembro de 2010 - 12h53       Última atualização, 03/11/2010 - 12h53

Vulcão Merapi, na Indonésia, tem erupção mais violenta que anteriores

Foto: Sonny Tumbelaka/AFP Zoom Erupção forçou autoridades a aumentar para 15km o perimetro de evacuação Erupção forçou autoridades a aumentar para 15km o perimetro de evacuação

Da Redação, com AFP

mundo@eband.com.br

Uma nova erupção do vulcão Merapi, na Indonésia, foi registrada nesta quarta-feira, 3, mais violenta segundo os cientistas do que a da semana passada, que provocou a morte de 36 pessoas, obrigando as autoridades a ampliar a área de evacuação.

"A erupção continua em curso. É mais violenta que as anteriores", declarou Subandrio, um dos vulcanologistas encarregados da vigilância do Merapi, que fez menção às erupções de 26 e 30 de outubro.

As autoridades decidiram aumentar dos atuais 10 km para 15 km de distância do vulcão a área de evacuação. Com 2.914 metros de altura, o vulcão fica em meio a uma região densamente povoada do centro da ilha de Java.

Quase 70 erupções foram registradas no vulcão desde meados do século XVI, algumas delas devastadoras, como a de 1930 (1.400 mortos) e 1994 (60 mortos).

Redação: Helton Simões Gomes
FONTE: Jornalismo Band

Merapi

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O Merapi é um vulcão localizado na ilha indonésia de Java. Sua última erupção ocorreu em em 1994, quando pelo menos 50 pessoas morreram. O monte Merapi é o vulcão mais ativo da Indonésia - que tem a maior densidade de vulcões do mundo - tendo matado 70 pessoas em uma erupção em 1994 e 1.300 pessoas em 1930.

Índice

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[editar] Erupção em 2010

 
Merapi em 2006
Em 25 de Outubro de 2010 houve mais uma erupção do Merapi que forçou deslocamento de 14 mil pessoas.[1]
A erupção causou mais de 20 mortes e cobriu vilas inteiras de cinzas.

[editar] Erupção em 2006

A eminência de uma erupção tem preocupado a população local em 2006. Após um terremoto ocorrido em maio, a atividade vulcânica aumentou e lava tem sido vista saindo do vulcão.

[editar] Outras Erupções

Em 1930, uma erupção do Monte Merapi destruiu 13 vilarejos, causando a morte de mais de mil pessoas.

                                                                  

FONTE: Wikipédia, a Enciclopédia Livre.


                                                                       

O QUE É UMA ... TRIBO ( Antropologia )

Tribo

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Visto historicamente ou em evolução, uma tribo consiste de uma formação social antes do desenvolvimento de, ou fora de, estados. Muitas pessoas usam o termo para referir-se a sociedades indígenas não ocidentais. Alguns cientistas usam o termo para referir a sociedades organizadas largamente baseadas em corporações de grupos de descendentes (veja clã e linhagem). Em alguns países, tal como a Índia ou o Brasil, as tribos têm estatutos legais reconhecidos e uma autonomia limitada pelo estado.

[editar] Terminologia

Debates consideráveis têm lugar em como caracterizar as tribos. Alguns destes debates geram-se à volta das diferenças entre as tribos de pré-estados; tal como os Lusitanos em Portugal e as tribos contemporâneas; alguns destes debates refletem uma controvérsia mais genérica sobre a evolução cultural e colonialismo. Na imaginação popular, as tribos refletem uma forma de vida que é anterior, e mais natural, que os estados modernos. As tribos previlegiam laços sociais primordiais, estão claramente ligados, são homogéneos, paroquiais, e estáveis. Assim, muitos acreditam que as tribos organizam ligações entre famílias (incluindo clãs e linhagens), e providenciam-lhes uma base social e ideológica, mas isso está de alguma forma limitado a um "grupo étnico" ou uma nação. Pesquisas antropológicas e etnohistóricas alteraram todas estas noções.
No seu estudo de 1972, The Notion of the Tribe (português A noção de tribo), Morton Fried dá vários exemplos de membros de tribos que falavam línguas diferentes ou praticavam rituais diferentes, ou que partilhavam línguas e rituais com membros de outras tribos. Ele mostrou também casos de tribos em que as pessoas seguiam diferentes líderes políticos, ou seguiam os mesmos líderes membros de outras tribos. Concluiu que uma tribo é geralmente caracterizada por fronteiras fluídas e heterogéneas, não paroquiais, mas dinâmicas.

[editar] Origens

Os arqueólogos continuam explorando o desenvolvimento de tribos pré-estado. Pesquisas recentes sugerem que as estruturas tribais constituiram um tipo de adaptação a situações de aprovisionamento abundante, mas baseado em recursos imprevisíveis. Estas estruturas provaram ser flexíveis o suficiente para coordenar a produção e distribuíção de comida nos tempos de fome, sem limitar ou constranger as pessoas durante a abundância.
Fried, contudo, propôs que as tribos contemporâneas não têm origem em tribos pré-estatais, mais antes em bandos pré-estatais. Estas tribos "secundárias", sugere ele, na verdade, são produtos modernos de expansão estatal. Os bandos são pequenos, móveis, e têm formação social fluída com uma liderança frágil, não pagam impostos e não têm nenhum exército. Fried argumentou que as tribos secundárias desenvolveram-se em uma de duas maneiras. Primeiramente, os estados teriam sido criados como forma de estender a influência económica e administrativa nas suas terras, onde o controlo político directo custa demasiado. Os estados encorajam (ou requerem) pessoas nas suas fronteiras para formar políticas claramente fronteirizadas e centralizadas, porque essas políticas podem começar a produzir excessos e impostos, e teria uma liderança responsável em relação às necessidades dos estados vizinhos. Noutros casos, os bandos poderiam formar tribos "secundárias" como meio de auto-defesa contra a expansão de estados. Os membros dos bandos poderiam formar fronteiras e políticas centralizadas, porque essas políticas poderiam começam a produzir excessos que poderiam suportar um exército estável que poderia lutar contra estados, e eles poderiam ter uma liderança que coordenaria a produção económica e atividades militares.
Tribos são também nações tribais federalmente reconhecidas como nações de americanos nativos dentro dos Estados Unidos da América.

FONTE: Wikipédia, a Enciclopédia Livre.

TRIBOS URBANAS ( Os Hippies )

Hippie

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Músico trajado com vestuário hippie
Disambig grey.svg Nota: Não confundir com yuppie.
Os "hippies" (no singular, hippie) eram parte do que se convencionou chamar movimento de contracultura dos anos 1960 tendo relativa queda de popularidade nos anos 1970 nos EUA, embora o movimento tenha tido muita força em países como o Brasil somente na década de 70. O movimento foi encerrado no Brasil entre os anos de 1982 e 1990.
Uma das frases idiomáticas associada a este movimento foi a célebre máxima "Paz e Amor" (em inglês "Peace and Love") que precedeu á expressão "Ban the Bomb" , a qual criticava o uso de armas nucleares. Mais info
As questões ambientais, a prática de nudismo, e a emancipação sexual eram ideias respeitadas recorrentemente por estas comunidades.
Adotavam um modo de vida comunitário, tendendo a uma espécie de socialismo-anarquista ou estilo de vida nômade e à vida em comunhão com a natureza, negavam o nacionalismo e a Guerra do Vietname, bem como todas as guerras, abraçavam aspectos de religiões como o budismo, hinduísmo, e/ou as religiões das culturas nativas norte-americanas e estavam em desacordo com valores tradicionais da classe média americana e das economias capitalistas e totalitárias. Eles enxergavam o patriarcalismo, o militarismo, o poder governamental, as corporações industriais, a massificação, o capitalismo, o autoritarismo e os valores sociais tradicionais como parte de uma "instituição" única, e que não tinha legitimidade.

Índice

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[editar] Origens

O termo derivou da palavra em inglês hipster, que designava as pessoas nos EUA que se envolviam com a cultura negra, e.x.: Harry The Hipster Gibson. Em 6 de setembro de 1965, o termo hippie foi utilizado pela primeira vez, em um jornal de São Francisco, um artigo do jornalista Michael Smith. * A eclosão do movimento se deu em consequencia do surgimento da chamada Geração Beat, os beatniks, uma leva de escritores e artistas que, primeiramente, assumiram os comportamentos copiados pelos hippies.
Com a palavra "beat", John Lennon, transformado em um dos principais porta-vozes pop do movimento hippie, criou o nome da sua banda - The Beatles. Tanto o termo beatnik como o termo hippie assumiam sentido pejorativo para a grande massa norte-americana.

[editar] Estilo e comportamento

O símbolo da paz ☮ foi desenvolvido na Inglaterra como logo para uma campanha pelo desarmamento nuclear, e foi adotado pelos hippies americanos que eram contra a guerra nos anos 60.
Nos anos 60, muitos jovens passaram a contestar a sociedade e a pôr em causa os valores tradicionais e o poder militar e econômico. Esses movimentos de contestação iniciaram-se nos EUA, impulsionados por músicos e artistas em geral.
Os hippies defendiam o amor livre e a não-violência. O lema "Paz e Amor" sintetiza bem a postura política dos hippies, que constituíram um movimento por direitos civis, igualdade e anti-militarismo nos moldes da luta de Gandhi e Martin Luther King, embora não tão organizadamente, mantendo uma postura mais anárquica do que anarquista propriamente, neste sentido.
Como grupo, os hippies tendem a viver em comunidades coletivistas ou de forma nômade, vivendo e produzindo independentemente dos mercados formais, usam cabelos e barbas mais compridos do que era considerado "elegante" na época do seu surgimento. Muita gente não associada à contracultura considerava os cabelos compridos uma ofensa, em parte por causa da atitude iconoclasta dos hippies, às vezes por acharem "anti-higiênicos" ou os considerarem "coisa de mulher".
Foi quando a peça musical Hair saiu do circuito chamado off-Broadway para um grande teatro da Broadway em 1968, que a contracultura hippie já estava se diversificando e saindo dos centros urbanos tradicionais.
A kombi se tornou um dos simbolos principais da contracultura do movimento hippie, desde 1960 até hoje
Os Hippies não pararam de fazer protestos contra a Guerra do Vietnã, cujo propósito era acabar com a guerra. A massa dos hippies eram soldados que voltaram depois de ter contato com os Indianos e a cultura oriental que, a partir desse contato, se inspiraram na religião e no jeito de viver para protestarem.
Seu principal símbolo era a Figura circular com 3 intervalos iguais.

[editar] Gírias

As gírias hippies surgiram no Brasil principalmente nos anos 70 e se tornaram tendência entre os jovens e atualmente são usadas com menos frequência, mas muitas nunca deixaram de ser usadas por jovens e "coroas".
  • Paz e amor - Tranquilo, tudo bem (!) (?)
  • Arquibaldo - Torcedor de arquibancada
  • Barra - Dificuldade
  • Bicho - Amigo
  • Parada - Negócio
  • Bicho Grilo - Hippie
  • Bichogrilês - Idioma dos Hippies
  • Biônico - Político nomeado pelo governo
  • Bode - Confusão
  • Patota - Galera
  • Capanga - Bolsa
  • Chacrinha - Conversa sem objetivos
  • Coroa - pessoa não-jovem (mais de 50 anos)
  • Dar o cano - quebrar compromissos
  • Dar um giro - sair, passear
  • Eu tô que tô - Eu Estou bem
  • Fazer a cabeça - mudar a cabeça de alguém
  • Parafrentex - Atual
  • Psicodélico - Estranho
  • Geraldino - Torcedor de geral
  • Goiaba - Bobo
  • Jóia - Tudo bem
  • Podes crer - Acredite; tá-se bem
  • Repeteco - Repetição
  • Cara - pessoa, usado para mulheres e homens
  • Sacar - entender
  • Pô - Exclamação de contrariedade
  • Meu - pessoa, cara
  • Massa - Legal
  • Não dá nada - não tem problema
  • Corta essa! - desiste, muda (exclamação)
  • Mudar a cabeça - mudar o modo de pensar
  • Acertar as cabeças - combinar (pessoas)
  • Falou e disse - disse tudo
  • Velha e velho - pai e mãe
  • Véio - amigo
  • Caô - conversa fiada; mentira
  • Falou - Tchau, Até Mais

[editar] Outras características associadas aos hippies

  • Roupas velhas e naturalmente rasgadas, para ir em oposição ao consumismo, ou então roupas com cores berrantes para fazer apologia a psicodelia, além de diversos outros estilos incomuns (tais como calças boca-de-sino, camisas tingidas, roupas de inspiração indiana).
  • Predileção por certos estilos de música, como rock psicodélico Rolling Stones, The Beatles, Grateful Dead, Jefferson Airplane, Janis Joplin, Jimi Hendrix, Led Zeppelin, Quicksilver Messenger Service, The Doors, Pink Floyd, The Kinks, Bob Dylan, Raul Seixas, Neil Young, Mutantes, Zé Ramalho, Secos e Molhados, os tropicalistas (Caetano, Gil, etc), Novos Baianos, A Barca do Sol , soft rock como Sonny & Cher ,Hard Rock como The Who. Também apreciavam o Goa Trance, isto, quando hippies viajantes, buscadores espirituais e um sem-número de pessoas ligadas a manifestações de contracultura, munidos de conhecimento técnico de produção de música electrónica e de um puro desejo de curtir e experimentar, desenvolveram, de forma intuitiva, um novo estilo sonoro. Um dos principais fundadores deste movimento foi Goa Gil.
  • Às vezes tocar músicas nas casas de amigos ou em festas ao ar livre como na famosa "Human Be-In" de San Francisco, ou no Festival de Woodstock em 1969. Atualmente, há o chamado Burning Man Festival.
  • Amor livre e sem distinções.
  • Ideais anarquistas de comunidades igualitárias e total liberdade não violenta.
  • Rejeição à produtos de beleza, giletes de barbear, shampoos ou outros instrumentos artificiais.
  • Vida em comunidades onde todos os ditames do capitalismo são deixados de lado. Por exemplo, todos os moradores exercem uma função dentro da comunidade, as decisões são tomadas em conjunto, normalmente é praticada a agricultura de subsistência e o comércio entre os moradores é realizado através da troca. Existem comunidades hippies espalhadas no mundo inteiro; vivem para a subsistência.
  • O incenso e meditação são parte integrante da cultura hippie pelo seu caráter simbólico e quase religiosos;
  • Uso de drogas como marijuana (maconha), haxixe, e alucinógenos como o LSD e psilocibina (alcalóide extraído de um cogumelo), visando a "liberação da mente", seguindo as ideias dos beats e de Timothy Leary, um psicólogo proponente dos benefícios terapêuticos e espirituais do LSD. Porém muitos consideravam o cigarro feito de tabaco como prejudicial à saúde. O uso da maconha era exaltado também por sua natureza iconoclasta e ilícita, mais do que por seus efeitos psico-farmacêuticos;
  • Culto pelo prazer livre, seja ele físico, sexual ou intelectual.
  • Repúdio à ganância e à falsidade.
  • Quanto à participação política, mostravam algum interesse, mas nunca de maneira tradicional. Eram adeptos do pacifismo e, contrários à guerra do Vietnã, participaram de algumas manifestações anti-guerra dos anos 60, não todas, como se acredita. Nos EUA, pregaram o "poder para o povo". Muitos não se envolvem em qualquer tipo de manifestação política por privilegiarem muito mais o bem estar da alma e do indivíduo, mas assumem uma postura tendente à esquerda, geralmente elevando ideais anarquistas ou socialistas. São contra qualquer tipo de autoritarismo e preocupados com as questões sociais como a discriminação racial, sexual, etc.
  • Fome intelectual insaciável. Raramente são adeptos à muitas inovações tecnológicas, preferindo uma vida distante de prazeres materiais.
  • Misticismo.

[editar] Legado

Hippies relaxando no festival de Woodstock, um marco do movimento hippie
Por volta de 1970, muito do estilo hippie se tornou parte da cultura principal, disseminando a sua essência por todas as áreas das sociedades atuais. A liberdade sexual, a não-discriminação das minorias, o ambientalismo e o misticismo atual são, em larga medida, produto da contestação hippie. No entanto, a grande imprensa perdeu seu interesse na subcultura hippie como tal, apesar de muitos hippies terem continuado a manter uma profunda ligação com a mesma. Como os hippies tenderam a evitar publicidade após a era do Verão do Amor e de Woodstock, surgiu um mito popular de que o movimento hippie não mais existia. De fato, ele continuou a existir em comunidades mundo afora, como andarilhos que acompanhavam suas bandas preferidas, ou às vezes nos interstícios da economia global. Ainda hoje, muitos se encontram em festivais e encontros para celebrar a vida e o amor, como no Peace Fest e nas reuniões da família arco-íris.
No Brasil temos algumas comunidades Hippies espalhadas por praias e comunidades alternativas. Neste contexto, destacam-se a cidade mineira de São Tomé das Letras, o vilarejo Trindade em Parati, RJ, Pirenópolis em Goias, Trancoso e Arembepe na Bahia, etc. No cenário musical, destacam-se o cantor Raul Seixas e a banda Mutantes, que fizeram grande sucesso nos anos 60 e 70 e tem milhares de fãs ainda hoje. Na cena musical contemporânea, destaca-se o cantor Ventania, marcante referência de São Tomé das Letras, MG. Ventania tem em seu repertório inúmeras obras, que falam desde o livre pensar ao desapego material, cultuando a natureza e os ideais Hippes.

Fora do Brasil , existiam vários artistas hippies , entre eles está Jimi Hendrix, (que talvez seja a maior referência hippie internacional).

FONTE: Wikipédia, a Enciclopédia Livre.