quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

OLHO D'ÁGUA DOS CÂNDIDOS ( Atrativos Naturais de Carnaúba dos Dantas/Rio Grande do Norte-BRASIL ) "Na íntegra, vídeo sobre o citado local"

Neste vídeo, uma pequena mostra de um verdadeiro "OÁSIS" na caatinga carnaubense.

Trata-se do OLHO D'ÁGUA DOS CÂNDIDOS.

Esta pequena, mais importante fonte natural, desde tempos imemoriais que fornece  "sombra e água fresca" para os "moradores" das suas cercanias.


Moradores esses que são na sua maioria formados por: 

.Plantas nativas (Caibreiras, Juremas, Juazeiros, Quixabeiras, etc... e mais uma infinidade de cactos e arbustos que dele se benefeciam.

. Animais ( Rapôsas, Guaxinins, Cobras, lagartos, etc, )



. Pássaros ( Currupião (concris), Siriema, Asa-branca, Juriti, etc.



 . E também, uma grande variedade de insetos.







A citada fonte, fica situada às margens de um pequeno riacho da bacia do Riacho do Olho D'água, e é detentora de belíssimas paisagens... que são formadas na sua maioria por penhascos à sua volta, como também, de belíssimos exemplares da flora e da fauna da caatinga.

Vale salientar ainda, que este vídeo foi feito no dia 21/02/2013, ou seja, em um dos piores momentos enfrentados pelos "habitantes da caatinga".







Atenciosamente,

Dean Carvalho/Explorador do Sertão

Carnaúba dos Dantas, 28 de Fevereiro de 2013



DEZ FATOS SOBRE A VIDA DE APOSENTADO DO "EX-PAPA" BENTO XVI ( Artigo Religioso )


28/02/2013 - 08h24


DA BBC BRASIL



Dezenas de milhares de pessoas são aguardadas nesta quinta-feira na Praça de São Pedro, no Vaticano, para acompanhar os últimos compromissos do papa Bento 16 antes de efetivar sua renúncia, a primeira de um sumo pontífice em mais de 600 anos.
Com o abandono do cargo, a vida de Bento 16 passará por mudanças importantes. Conheça dez delas:



1. Nome e título
A partir de sexta-feira, Bento 16 será conhecido como papa emérito ou bispo emérito de Roma.
O pontífice, entretanto, continuará sendo chamado por seu título papal, Bento 16, em vez de voltar ao seu nome de nascimento, Joseph Ratzinger, além de manter a alcunha de "Sua Santidade Bento 16". Tratamento semelhante é dado a ex-presidentes dos Estados Unidos, por exemplo. Estes continuam sendo chamados de presidentes mesmo depois de deixar a Casa Branca.
"Emérito" significa "aposentado" em latim, a língua oficial da Igreja Católica, e advém do verbo emereri, ou seja, alguém que deixa de oferecer seus préstimos.
2. Nova casa
Bento 16 deixará o Vaticano em um helicóptero antes de que sua renúncia seja efetivada, às 20h (16h de Brasília) desta quinta-feira. Ele partirá rumo à residência papal de Castel Gandolfo, ao sul de Roma, onde deve permanecer por três meses.
Ao fim desse período, o então ex-pontífice voltará ao Vaticano e passará a viver em um antigo convento conhecido como Mater Ecclesiae, localizado no extremo sudoeste do Vaticano.
Notícias veiculadas pela imprensa italiana indicam que os jardineiros do futuro local de residência de Bento 16 continuarão cultivando, em um quintal de 500 metros quadrados, frutas e vegetais orgânicos que servem ao papa, em especial uma geleia de laranja.
3. Vestuário
O papa emérito continuará se vestindo de branco, em vez do negro sacerdotal ou do vermelho cardinalício.
No entanto, a roupa será restrita a uma batina simples, sem os chapéus elaborados (como o solidéu, que se assemelha ao quipá usado pelos judeus) e outras peças que compuseram sua imagem durante seu papado (e que levaram o jornal The Wall Street Journal a questionar, por exemplo, se o pontífice vestia-se com a grife italiana Prada).
Bento 16 também abdicará de seus sapatos vermelhos por outros de tonalidade marrom e feito à mão por um sapateiro no México durante sua mais recente visita ao país latino-americano, ocorrida no ano passado.
4. Anel
O anel de ouro papal, conhecido como o 'Anel do Pescador' e que simboliza o sucessor de Pedro, apóstolo de Jesus Cristo e considerado o primeiro papa da Igreja Católica, será destruído com um martelo de prata especial tão logo Bento 16 deixe o cargo.
"Os objetos estritamente ligados ao ministério de São Pedro devem ser destruídos", indica o Vaticano. Seu selo pessoal também será descontinuado.
5. Responsabilidades
Bento 16 não terá mais responsabilidades administrativas ou oficiais. Também não participará do conclave que escolherá seu sucessor.
No entanto, sua influência deve ser sentida, uma vez que foi ele quem indicou 67 dos atuais 115 cardeais que participarão da eleição.
Muitos deles vêm lendo os discursos dados por Bento 16 antes de sua aposentadoria para tratar de identificar elementos-chaves sobre quais qualidades ele acredita que seu sucessor deve ter.
6. Vida no confinamento
Ao anunciar sua renúncia, o Papa afirmou que dedicará seu tempo a orar pela Igreja. Em entrevista à imprensa, seu irmão mais velho, Georg Ratzinger, disse que Bento 16 demonstrou o interesse de assessorar seu sucessor se for solicitado.
O pontífice indicou que se dedicará a ler e a escrever.
Teólogo conceituado, Bento 16 tinha uma biblioteca de 200 mil livros localizada em um dos aposentos papais no momento em que foi eleito em 2005. O atual papa também gosta de tocar piano e ver filmes de comédia em preto e branco, além de ser apaixonado por gatos.
Sabe-se que possui pelo menos uma, apelidada de Contessina (condessa, em italiano), que vive em Mater Ecclesiae.
7. Redes sociais
A conta do Twitter do Papa, @pontifex e suas versões em oito diferentes idiomas, serão desativadas quando Bento 16 deixar de ser papa.
Desde que inaugurou as contas, no final do ano passado, o pontífice somou 2,5 milhões de seguidores. Não é sabido, por enquanto, se Bento 16 levará consigo o iPad papal.
Durante o interregnum, o período entre dois papados, o Vaticano fará atualizações que serão distribuídas pela conta do atual secretário de Estado, Tarcisio Bertone (@Terzaloggia).
8. Proteção "dourada"
Ainda que seus planos de aposentadoria possam parecer modestos para um ex-pontífice, Bento 16, enquanto arcebispo, manterá seu generoso seguro-saúde pago pelo Vaticano e possivelmente terá acesso aos mesmos médicos que o tratavam no cargo.
O papa emérito será cuidado por um pequeno grupo de freiras alemãs que o atendem desde que foi nomeado chefe da Igreja Católica.
Como o último papa renunciou há mais de 600 anos, não há precedente sobre um plano de pensão papal, mas as leis canônicas requerem que cada diocese ampare seus clérigos aposentados.
Como Bento 16 será Papa emérito, Roma provavelmente cuidará que não lhe falte nada.
9. Secretário pessoal
O secretário pessoal de Bento 16, o fotogênico arcebispo alemão Georg Gänswein, que aparece atrás do pontífice em fotos, não se dedicará exclusivamente ao papa emérito.
Ele não só cuidará dele, como também de seu sucessor.
10. Infalibilidade
Há uma falsa ideia amplamente difundida sobre a infalibilidade do papa sobre o que diz ou faz.
De fato, o Concílio do Vaticano de 1870 determinou que as decisões do papa são infalíveis (ou seja, estão sempre corretas) somente quando são feitas ex cathedra, como parte de uma declaração doutrinal sobre a Igreja. Bento 16 nunca invocou tal privilégio (e, na prática, apenas uma declaração dessas foi emitida desde 1870).
Quando renunciar, o papa não poderá mais emitir qualquer declaração ex cathedra.

FONTE: Folha.com/BBC Brasil

14 PROPOSTAS DA NASA PARA ESFRIAR O PLANETA TERRA ( Aquecimento Global )

AMBIENTE
 
Nasa

Aquecimento global


Um estudo feito pela Nasa propõe medidas para reduzir o aquecimento global. Ao todo, são 14 meios capazes de amenizar as mudanças climáticas


Vanessa Daraya
INFO Online - 27/01/2012
Segundo a pesquisa, que foi publicada na revista Science, uma ação abrangente para combater a emissão de gás metano, bem como a poluição por fuligem, pode reduzir a temperatura da Terra de 2,2º C para 1,7º C até 2050.

Segundo os cientistas, investir nas 14 propostas compensa porque os custos podem ser maiores em saúde pública e agricultura. O combate ao gás metano ajudaria os produtores rurais, já que estimula o surgimento de ozônio em baixas altitudes, o que prejudica a respiração das plantas. Se as 14 medidas forem adotadas, também será possível combater a mudança climática, evitar mortes por doenças respiratórias e aumentar a produtividade agrícola.

A produção mundial de alimentos também poderia aumentar de 30 para 130 milhões de toneladas se o ozônio derivado da poluição fosse reduzido pelo combate ao metano. A fuligem também contribui para a mudança climática quando se acumula sobre a neve e o gelo porque atrapalha a capacidade da água congelada refletir a radiação para fora do planeta.

Para completar, a Nasa adverte que as emissões de carbono também devem ser reduzidas, apesar do estudo focar no metano e na fuligem.

Abaixo, conheça as 14 propostas da Nasa:

Contra o metano
1 - Estender técnicas capazes de evitar o vazamento de gás em minas de carvão;
2 - Eliminar as perdas e queimar o gás que escapa de poços de petróleo atualmente;
3 - Diminuir vazamentos em gasodutos;
4 - Separar o lixo biodegradável para reciclagem, compostagem, bem como o uso da biomassa;
5 - Aprimorar o tratamento de esgoto a fim de capturar o metano capaz de escapar das estações;
6 - Controlar emissões de poluentes provenientes da pecuária por meio de um tratamento especial para o esterco;
7 - Arejar as plantações de arroz a fim de reduzir as emissões em plataformas alagadas.

Contra a fuligem
1 - Substituir a frota de veículos antigos responsáveis por emitir muitos poluentes na atmosfera;
2 - Instalar filtros especiais em veículos movidos a diesel;
3 - Proibir a queima de resíduos de agricultura ao ar livre;
4 - Substituir fornos a lenha por fornos a gás ou combustíveis alternativos de queima limpa;
5 - Levar a tecnologia de fornos por queima de biogás aos países pobres;
6 - Substituir tijolos de barro por vigas verticais ou por tijolos de fornos de maior eficácia;
7 - Substituir fornos a queima de coque - subproduto do carvão - por fornos mais eficientes.

FONTE: Revista Planeta Sustentável

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

55 ACÕES PARA OS JOVENS MUDAREM O MUNDO ( Atitudes Humanas )

Atitude

o poder da juventude


Documento “GEO 5 For Youth” reúne dezenas de atitudes para crianças e adolescentes transformarem o planeta em um lugar melhor – em uma década, um ano e, até, um segundo. O relatório foi apresentado durante a Conferência Internacional da Juventude Tunza, promovida, no Quênia, pelo Pnuma


Débora Spitzcovsky
Planeta Sustentável - 18/02/2013
asherawelan/Creative Commons{txtalt}



Cerca de 250 jovens de mais de cem países comemoraram o Carnaval de maneira diferente da maioria das pessoas da sua idade. À convite das Nações Unidas (ONU), eles participaram da edição 2013 da Conferência Internacional da Juventude TUNZA, que aconteceu entre os dias 10 e 14 de fevereiro, na cidade de Nairóbi, no Quênia.

Com o tema Saúde e Meio Ambiente, o evento discutiu ações que podem - e devem - ser adotadas por crianças e adolescentes, tendo em vista o desenvolvimento sustentável do planeta, e lançou o documento TUNZA Acting for a Better World: GEO 5 for Youth, cujo nome faz referência ao relatório periódico do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) a respeito da situação global do meio ambiente, conhecido como GEO 5.

Dividido em três grandes seções - Nosso Mundo e os Desafios de Hoje, O Futuro que Queremos e Contagem Regressiva para a Mudança -, o relatório faz um resumo da atual situação do planeta, reúne os principais resultados da Conferência da ONU sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20), que aconteceu em junho de 2012, e lista ações simples que podem ser implementadas pelos jovens dispostos a "sair da inércia" e contribuir, de verdade, para a transformação do mundo que vivemos. Confira, abaixo, algumas delas.

COMO OS JOVENS PODEM MUDAR O MUNDO?
Em um segundo:

- Apagar as luzes quando sair de um lugar;
- Tirar aparelhos da tomada, se não estiverem sendo usados;
- Desligar o computador quando for dormir;
- Utilizar papel reciclado;
- Usar pilhas recarregáveis, em vez das descartáveis e
- Não utilizar pesticidas, herbicidas e produtos químicos.

Em um minuto: - Fechar a torneira enquanto escova os dentes e não deixar que os colegas de casa façam diferente;
- Comprar produtos locais;
- Consumir de forma responsável, pensando no que está comprando e em sua procedência;
- Verificar o rótulo dos produtos;
- Evitar artigos embalados;
- Não comprar produtos feitos de madeira tropical;
- Evitar o uso de sacolas plásticas e
- Twittar suas ações para inspirar outras pessoas.

Em 11 minutos: - Tomar banhos rápidos a uma temperatura mais baixa;
- Conversar com as pessoas a respeito da importância de mudar de atitude;
- Restaurar roupas antigas, em vez de comprar novas;
- Instalar temporizadores nas lâmpadas e
- Trocar as lâmpadas incandescentes por fluorescentes ou LED.

Em uma hora: - Fazer um grafite de musgo
- Usar transporte público;
- Escrever suas experiências em um blog;
- Fazer cartazes coloridos com dicas ambientais e espalhá-los em locais públicos;
- Confeccionar presentes, em vez de comprá-los e
- Ser um Guardião de Árvores Locais e proteger os exemplares do seu bairro.

Em um dia: - Passar o dia em uma floresta, fazer caminhadas, acampar e entrar em contato com a natureza;
- Celebrar o Dia da Terra, em 22/04, ou o Dia do Meio Ambiente, em 05/06;
- Fundar uma organização em prol do meio ambiente;
- Iniciar um mutirão semanal ou mensal de limpeza no bairro e
- Escrever um artigo a respeito da importância da preservação do meio ambiente e enviá-lo aos jornais locais.

Em uma semana: - Tentar viver sem plástico ou sem comprar nada durante uma semana - e envolver os amigos nesse desafio;
- Ler um livro que ofereça informações sobre os atuais problemas ambientais;
- Começar um projeto na sua escola ou universidade;
- Captar recursos financeiros para uma boa causa e
- Incentivar os governantes a apoiar causas ambientais e formas renováveis de energia.

Em um mês: - Ser voluntário em um parque nacional;
- Viajar usando transporte público e fazer workshops por onde passar;
- Traduzir o documento GEO 5 for Youth para o seu idioma;
- Fazer uma peça de teatro ecológica com os amigos;
- Tricotar um suéter para alguém que conhece;
- Transformar seu bairro em um exemplo para a região e
- Recuperar uma área verde pública, como uma praça.

Em um ano: - Começar uma ONG e mobilizar as pessoas para que participem dela;
- Criar e gerir um negócio sustentável que priorize o meio ambiente;
- Envolver-se em uma campanha;
- Reduzir sua pegada de carbono ou a da sua comunidade;
- Cultivar seus próprios vegetais;
- Usar fontes de energia mais limpas e renováveis;
- Economizar dinheiro ao instalar painéis solares em casa.

Em uma década: - Mudar seu estilo de vida e transformar os valores das pessoas que o cercam;
- Aumentar a capacidade, vontade e entendimento sobre o desenvolvimento sustentável;
- Focar a sua carreira em algo que beneficie o planeta;
- Manter-se fiel a suas crenças, dedicando-se à causa do desenvolvimento sustentável e
- Fazer a sua marca na história, deixando o planeta em um estado melhor do que quando chegou nele.

Leia o documento TUNZA Acting for a Better World: GEO 5 for Youth na íntegra, em inglês.

FONTE: Revista Planeta Sustentável

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

PREPARAÇÃO PARA SOBREVIVER À CATÁSTROFES GANHA ADEPTOS NAS ÁREAS URBANAS DOS ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA ( Notícias/Mundo )

25/02/2013 - 04h05

DO "NEW YORK TIMES"
The New York Times Desde que João registrou suas revelações alucinantes e campeãs de venda na ilha grega de Patmos, no século 1°, imaginar --e se preparar para-- o fim do mundo oferece oportunidades de negócios. Hoje em dia, em vez da salvação eterna e das camisas de pelo de cabra, temos o movimento "prepper" e a mochila de emergência.
A mochila de emergência "prepper" --nome dado às pessoas que se preparam para sobreviver a uma catástrofe-- pode incluir comida desidratada, uma lanterna acionada a manivela, cortadores de arame, uma máscara contra gás, um machado que funciona como uma pá, uma verdadeira pá, cantis de água, fita adesiva, uma barraca e, talvez para os dias ensolarados em uma rota de fuga litorânea, uma toalha de praia.
Essas mochilas estão sendo vendidas rapidamente para todo tipo de pessoa hoje em dia. Como as cervejas artesanais, a carne de criadores locais e os bonés de caminhoneiro, o movimento "sobreviventista" migrou do interior dos Estados Unidos para Nova York.
Antigamente, o típico "sobreviventista" americano era visto como um libertário rural que evitava a ameaça da intervenção do Estado.
Hoje, ele pode ser um médico urbano, um pequeno empresário ou um professor que pretende escapar de qualquer tipo de ameaça: uma queda de asteroide, uma falha na rede elétrica, uma tempestade ou mesmo um tradicional evento cósmico.
O repórter do "Times" Nick Bilton comentou recentemente que ele mesmo tornou-se um "prepper". Depois de contemplar a instabilidade dos mercados financeiros mundiais durante algum tempo, Bilton escreveu: "Comecei a formar uma imagem do mundo como um sistema insustentável, uma máquina frágil em que a falta de qualquer peça --petróleo barato, digamos-- poderia descarrilar todo o aparato, desde o transporte por caminhões até a distribuição de alimentos".
Certamente, o mundo pode ser um lugar frágil, e o improvável pode acontecer. Tivemos um lembrete violento disso em 15 de fevereiro, quando um meteoro atravessou a atmosfera sobre a Sibéria, causando uma luz extremamente forte e uma onda de choque que feriu mais de mil pessoas e danificou prédios em uma área de quilômetros. A extinção causada por um invasor do espaço não parece mais tão distante.
Então, quando o preparo para um desastre é uma ilusão e quando é uma prudência razoável? Pode depender de para o que você se prepara. Quando o final do ciclo no calendário maia foi interpretado como um sinal do fim do mundo, em 21 de dezembro de 2012, a previsão se espalhou. Muitas pessoas, incluindo os próprios maias, ficaram surpresas.
Um título no "Times" em dezembro dizia: "Maias do Brooklyn têm certeza de que o mundo não acabará na sexta-feira", refletindo uma atitude que talvez fosse mais de Nova York do que de Tikal.
De fato, a forma como um país reage à uma catástrofe iminente pode refletir a personalidade nacional. Escrevendo no blog "Latitude" do jornal "International Herald Tribune", Masha Gessen notou que a bola de fogo que explodiu sobre a Sibéria foi recebida nessa região com uma espécie de fatalismo. "Por quê? Porque eles esperam que um desastre aconteça a qualquer momento."
Dada a sua história, escreveu Gessen, "os russos geralmente não pretendem controlar o que acontece com eles e não veem necessidade de tentar". Outro fator, ela acrescentou, "é uma desconfiança generalizada das autoridades: um alarme de incêndio sempre pode ser falso". 

FONTE: Folha.com/Ciência

PRIMEIRO SATÉLITE DEDICADO A VIGIAR ASTERÓIDES É LANÇADO ( Espaço )

26/02/2013 - 05h01

GIULIANA MIRANDA DE SÃO PAULO
O primeiro telescópio espacial especificamente dedicado à busca de asteroides foi lançado nesta segunda (25) com sucesso.
Do tamanho de uma mala grande e batizado de NEOSSat (Satélite de Vigilância de Objetos Próximos à Terra, na sigla em inglês), o aparelho foi desenvolvido pela Agência Espacial do Canadá e custou cerca de R$ 50 milhões.
O satélite circulará a Terra cada cem minutos e será posicionado a 800 km do planeta. Por sua localização, ele conseguirá vasculhar uma área bem próxima ao Sol, até cerca de 45º. Essa região é de difícil observação pelos telescópios terrestres, que atualmente fazem o grosso do monitoramento.

Editoria de Arte/Folhapress
Uma outra vantagem é que, diferentemente dos em solo, o espacial vai operar o dia inteiro. Os de solo só funcionam durante a noite.
Além dos bólidos, o satélite canadense também vai prestar atenção ao lixo espacial --como resto de satélites e foguetes. O objetivo é evitar que eles colidam com algum satélite operacional.
O dispositivo tirará centenas de imagens por dia, que serão enviadas para pesquisadores no Canadá. São eles que vão determinar se o asteroide é novo ou já catalogado, além de sua trajetória e o potencial risco de colisão.
Editoria de Arte/Folhapress
Pequeno caçador satélite asteroide
Pequeno caçador satélite asteroide
Os criadores do satélite deixam claro, no entanto, que o objetivo não é apenas encontrar bólidos que possam ser perigosos. Eles querem entender melhor do que são feitos e como se comportam asteroides que ficam inteiramente, ou durante boa parte do tempo, na órbita da Terra.
Isso poderia contribuir para futuras pesquisas científicas ou para a mineração.
O dispositivo conseguirá identificar asteroides entre 50 milhões e 100 milhões de quilômetros de distância.
O telescópio foi elaborado para achar grandes objetos, com mais de algumas centenas de diâmetro. Asteroides pequenos, como o de 17 metros que explodiu sobre a Rússia há pouco mais de uma semana, não serão detectados pelo aparelho.
ATENÇÃO AOS PEQUENOS
Na opinião de Scott Hubbard, professor da universidade Stanford e um dos diretores da Fundação B612, ONG que reúne cientistas e astronautas e alerta para o perigo da colisão de asteroides, o grande problema hoje são os pequenos objetos.
"A Nasa está fazendo um bom trabalho de monitoramento e localização dos grandes asteroides. O que falta mesmo é prestar atenção aos pequenos corpos", disse Hubbard à Folha.
Sua fundação pretende construir e lançar um satélite bem maior que o canadense, batizado de Sentinela, para identificar também esses objetos menores.
Segundo o cientista, o ideal é localizar os asteroides com muito tempo de antecedência, para que haja tempo para decidir o que fazer.
Umas das possibilidades deverá ser testada em 2022 por americanos e europeus para desviar o asteroide Didymos. Trata-se de um sistema binário com um objeto menor que orbita o maior. O objetivo dos cientistas é lançar o menor sobre o maior, alterando o sistema e desviando sua trajetória. 

FONTE: Folha.com/Ciência

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

UMA "MIRAGEM" NO MEIO DA CAATINGA CARNAUBENSE ( Atrativos Naturais de Carnaúba dos Dantas-RN ) "Na íntegra, fotos do OLHO D'ÁGUA DOS CÂNDIDOS.... uma fonte natural escondida no meio da caatinga seca"

OLHO D'ÁGUA DOS CÂNDIDOS


                                                              
Desde tempos imemoriais que esta pequena, mais importante fonte d'água existente em terras carnaubenses,  sacia a sede dos habitantes , plantas, insetos e animais "residentes" nas suas cercanias.


  Leito seco do Riacho do Olho D'água                                                              
                                                               
                            
Localizado em um pequeno riacho da bacia do Riacho do Bojo (um dos formadores do Riacho do Olho D'água), o olho d'água dos Cândidos, impressiona a quem o visita e o visualiza pela primeira vez.
                                                                                 
Leito do riacho do olho d'água nas proximidades da fonte...

Brotando do tronco de um grande juazeiro, e cercado por vários exemplares de quixabeiras, juazeiros, catingueiras, caraibreiras e de outras belas árvores da caatinga,  um pequeno filete de água cristalina começa a sua jornada na procura pelo leito do riacho que lhe emprestará o nome.


Local onde brota a fonte... no tronco de um juazeiro

Nesse percurso, o pequeno filete d'água vai irrigando várias touceiras de capim e formando poças d'água que servirão para saciar a sede das enormes árvores que o margeiam, como também, para saciar a sede dos inúmeros pássaros, insetos, animais e vez por outra, matar a sede de algum garimpeiro, vaqueiro, caçador ou mesmo de certos aventureiros que vez por outra recorrem as suas águas...


Olho D'água... com as suas águas...

O local, surpreende o visitante pela sua singularidade, pois imagine você caminhando na mata seca da caatinga, precisamente no leito seco de um riacho, e de repente, o mesmo tornar-se perene. Então, por alguns instantes você imagina estar diante de uma "miragem". Porém,  depois de analisar direitinho o que está diante dos seus olhos... com as suas enormes árvores verdejantes, com os peixinhos nadando nas suas águas, com os  inúmeros pássaros á sua volta, então, logo você cai na real e ver que não é uma miragem... você está diante de uma fonte de água natural em plena caatinga carnaubense.


Proximidades do olho d'água... com o leito do riacho já perenizado...

Pois é... esse local existe, e apesar de enfrentarmos uma das piores secas da nossa história, ele está lá... sempre teimando em botar as águas que estão nas entranhas da terra para "fora", e com isso, fazendo com que a biodiversidade que o cerca não sinta os "efeitos da estiagem", e passe todo o período seco usufruindo de sombra e água fresca.

Eis o famoso, exótico e indispensável... OLHO D'ÁGUA DOS CÂNDIDOS.







GALERIA DE FOTOS:

Nas fotos abaixo, uma pequena mostra da beleza natural do lugar, como também, da dura realidade enfrentada por alguns animais que não resistem a fome e as doenças, e tombam no solo da caatinga.





                                                                                 











Obs.
Nas fotos desta matéria, as mesmas aparecem com a data de 24/01/2010 (erro de datação). No entanto, as mesmas foram tiradas no dia 21/02/2013.

Atenciosamente,

Dean Carvalho/Explorador do Sertão


FONTE, FOTOS E TEXTO: Dean Carvalho

domingo, 24 de fevereiro de 2013

ISOLAMENTO NÃO IMPEDIU DEVASTAÇÕES NA ILHA DE PÁSCOA ( Turismo Mundial )


PEDRO CARRILHO
ENVIADO ESPECIAL À ILHA DE PÁSCOA
Longe da imagem de local paradisíaco perdido nos mares do Sul, com areias brancas e lagoas translúcidas, Rapa Nui tem só duas praias: Anakena e Ovahe. Ambas ficam na costa norte e têm areias claras, e Anakena conserva um grande grupo de moais, o ahu Nau Nau.

O restante da costa tem falésias onde arrebentam ondas geralmente grandes.
Curiosamente, apesar do forte calor dos meses de verão, é aqui nas pedras que os rapanuis preferem relaxar, fazendo churrascos com a família e evitando a areia.
Rapa Nui é o topo de uma cadeia de montanhas submarinas que corta o Pacífico e só emerge aqui (e na ilhota desabitada de Sala y Gomez).
É uma ilha vulcânica cujo formato triangular deriva da união dos campos de lava formados pelas erupções de três vulcões: o Maunga Terevaka, no vértice norte (ponto culminante da ilha, com 507 m de altura); o Pu A Katiki, na península Poike, a leste; e a cratera do Rano Kau, que forma o canto sudoeste da ilha, logo ao sul do aeroporto.
Outras crateras, como a do Rano Raraku, a "fábrica" de moais, e cones vulcânicos, como o Cerro Pui, caracterizam a ilha. As últimas atividades vulcânicas no local datam de 10 mil anos atrás.
O aspecto vulcânico não se resume aos cones de escória e crateras. Sob campos de rochas ígneas escondem-se grutas e tubos de lava, a maioria próximo à costa oeste.

Pedro Carrilho/Folhapress
Ruínas da vila cerimonial de Orongo, na borda da cratera do vulcão Rano Kau, na ilha de Páscoa
Borda da cratera do vulcão Rano Kau; últimas atividades vulcânicas na ilha de Páscoa datam de 10 mil anos
Algumas grutas, como a Ana Te Pahu, serviam de refúgio em momentos difíceis. Outra, a Ana Kakenga (ana significa gruta em rapanui), é conhecida por suas duas "janelas" com vista para o mar revolto e tem acesso através de um estreito buraco.
Próxima de Hanga Roa, a Ana Kai Tangata preserva pinturas alusivas ao culto do homem-pássaro.
Desde 1935, as terras fora do perímetro de Hanga Roa fazem parte de um parque nacional. Se por um lado o parque desagrada alguns rapanuis, que reivindicam sua devolução, por outro, preserva a frágil ecologia da ilha.
Muitos consideram Rapa Nui como um dos primeiros exemplos de desastre ambiental. Antes mesmo da chegada dos europeus a ilha já estava devastada.
Editoria de Arte/Folhapress
O crescimento populacional e a extração da madeira disponível na ilha para a construção de casas, barcos e principalmente para o processo de transporte dos moais, fez com que florestas de palmeiras gigantes virassem descampados. Há trechos de reflorestamento com eucaliptos (e coqueiros trazidos do Taiti na praia de Anakena).
Para dificultar a situação, a ilha não tem rios permanentes, apenas pequenos lagos nas crateras do Rano Kau e do Rano Raraku, e toda a água consumida em Hanga Roa vem de poços.
Sua pouca idade geológica e total isolamento dificultaram também a migração e evolução das espécies animais, por isso a fauna local é praticamente inexistente.
Até mesmo as populações de aves e peixes são relativamente pequenas. O que se vê com frequência são cavalos selvagens, trazidos pelos europeus durante o século 19, vagando livremente pelas paisagens verdes e campos de rochas vulcânicas desde que perderam a utilidade com a introdução de veículos motorizados na ilha.
Os rapanuis dependem hoje do turismo, sua maior indústria, mas fazem questão de mantê-lo controlado. Como a história já provou, a ilha é vulnerável e há problemas como a erosão, principalmente na península Poike.
Resta esperar para que a triste história de exploração e colapso de Rapa Nui sirva de alerta. 

FONTE: Folha.com/Turismo

sábado, 23 de fevereiro de 2013

CIENTISTAS QUEREM RECURSOS PARA ENCONTRAR VIDA EM LUA DE JÚPITER ( Exploração Espacial )

Espaço


Europa possui mares congelados, favoráveis à existência de vida, mas exploração enfrenta cortes de orçamento, voltado para a pesquisa de Marte

Superfície de Europa, uma das luas de Júpiter
Superfície congelada de Europa, uma das luas de Júpiter, oferece condições de vida (NASA/JPL/Ted Stryk)
"Enquanto Marte pode ter sido habitada há bilhões de anos, Europa pode ser propícia à vida neste momento" — Robert Pappalardo, cientista do Jet Propulsion Laboratory (JPL), da agência espacial americana.
Na busca por vida fora da Terra, uma nova alternativa se mostra mais promissora que os desertos de Marte. Europa, uma das luas de Júpiter, vem sendo defendida pela comunidade científica e voltou aos debates na conferência anual da Associação Americana pelo Avanço da Ciência (AAAS, em inglês,) reunida em Boston de 14 a 18 de fevereiro. A exploração de seus mares congelados, entretanto, terá que enfrentar primeiro os cortes orçamentários.
"Fora da Terra, a Europa é o lugar do nosso sistema solar com a maior probabilidade de se encontrar vida, e deveríamos explorá-la", afirmou Robert Pappalardo, pesquisador do Jet Propulsion Laboratory (JPL), da Nasa. "Europa é recoberta por uma camada de gelo relativamente fina, possui um oceano (líquido sob o gelo) em contato com rochas no fundo, é geologicamente ativa e bombardeada por radiações que criam oxidantes e formam, ao se misturar com a água, uma energia ideal para a vida", explicou.
Mas, a pedido da Nasa e devido a um corte de custos, a missão que exploraria a lua Europa foi revista, explicou Pappalardo à imprensa. Durante o planejamento desta missão, o JPL, junto com o laboratório de física aplicada da Universidade Johns Hopkins em Maryland, concebeu um novo projeto de exploração chamado Clipper, num valor total de 2 bilhões de dólares, sem contar com o lançamento da nave. O aparato seria colocado na órbita de Júpiter e realizaria vários vôos de aproximação à Europa, seguindo o exemplo da sonda Cassini em Titã, uma lua de Saturno.
"Desta forma, podemos cobrir de forma eficaz toda a superfície da Europa pela metade do custo inicial", assegurou Pappalardo. Se for aprovado, o Clipper pode ser lançado em 2021 e demoraria de três a seis anos para chegar à lua Europa. Em comparação, são necessários apenas seis meses para chegar a Marte. De qualquer forma, a Nasa informou não possuir fundos suficientes para sustentar a missão Clipper no atual contexto de cortes orçamentários.
Prioridades - Os limites de orçamento da Nasa, do ponto de vista prático, parecem contraditórios a Pappalardo. Em dezembro, a agência espacial anunciou o envio de um novo robô a Marte em 2020, seguindo o exemplo do Curiosity, um projeto de 2,5 bilhões de dólares. Tendo chegado ao planeta vermelho em agosto de 2012, o Curiosity busca determinar se Marte pode ter desenvolvido alguma forma de vida.
Pappalardo admite que Marte representa grande parte da exploração do sistema solar pela Nasa, mas acredita que a agência não deveria se restringir a ele. "Uma das perguntas fundamentais é saber se existe vida fora do sistema solar", completou. "Enquanto Marte pode ter sido habitada há bilhões de anos, Europa pode ser propícia à vida neste momento", insistiu o cientista.
Outras possibilidades - Neste cenário limitado, Europa parece ter encontrado um concorrente na luta por investimentos. "Se a Europa é o melhor lugar do sistema solar para abrigar vida depois da Terra, a Encelade, uma lua de Saturno, a segue de perto", ressaltou Amanda Hendrix, do Instituto de Ciência Planetária em Tucson, Arizona. Segundo ele, a Encelade conta com um oceano de água líquida embaixo de uma camada de gelo e é geologicamente ativa com uma fonte de calor no polo sul.
Apesar da concorrência, ainda há esperança para Júpiter. De acordo com os projetos atuais de exploração robótica da Nasa, os Estados Unidos não terão mais sondas na parte mais longínqua do sistema solar após a chegada da nave Juno à órbita de Júpiter em 2016, programada para se chocar contra o planeta um ano mais tarde. Entretanto, a Nasa pode participar da missão da Agência Espacial Europeia (ESA) a Júpiter e às suas luas, batizada de "Jupiter Icy Moon Explorer", com previsão de chegada para 2030.
(Com agência France-Presse)

FONTE: Revista Veja.com/Ciência

MISTÉRIOS AINDA RONDAM HISTÓRIA DOS MOAIS NA ILHA DE PÁSCOA ( Turismo Mundial )


PEDRO CARRILHO
ENVIADO ESPECIAL À ILHA DE PÁSCOA
Ficar diante dos gigantes monolíticos já faz a viagem até Rapa Nui valer a pena.

Conhecidos por suas cabeças desproporcionais, expressão enigmática e aura de mistério, os moais aludem a ancestrais deificados através dos quais os rapanuis supunham se comunicar espiritualmente com divindades. Distintos clãs de povoados da ilha de Páscoa eram unidos pelo culto às estátuas.
Talhadas em tufo, uma rocha vulcânica composta de cinzas consolidadas, principalmente entre os séculos 13 e 16, as estátuas têm de cinco a sete metros de altura.
Supõem-se que quando os primeiros europeus passaram pela ilha, no século 18, os moais já estavam no chão após uma guerra entre os ilhéus.
Foram catalogados entre 900 e 1.050 moais, dos quais cerca de 40 estão de pé depois de restaurados. As estátuas foram reerguidas em seus ahus, plataformas cerimoniais e funerárias que cercaram quase toda a orla da ilha, ao longo da segunda metade do século 20.

Pedro Carrilho/Folhapress
Grupo de moais nas encostas do vulcão Rano Raraku, na ilha de Páscoa; estátuas foram construídas principalmente entre os séculos 13 e 16
Moais na encosta do vulcão Rano Raraku, na ilha de Páscoa; estátuas foram erguidas entre séculos 13 e 16
Apesar de outros povos polinésios também terem esculpido figuras de pedra, não há nada parecido com os moais. Eles foram escavados por mestres artesãos diretamente dos paredões de rocha dentro e fora da cratera do vulcão Rano Raraku e de lá foram levados até os ahus, em locais perto da costa.
Entre centenas de estátuas inacabadas, o moai conhecido como "El Gigante", o maior deles, não foi finalizado (se erguido, teria 21 m).
Depois de escavados da pedra, os moais eram então transportados para a base do vulcão, onde eram esculpidos detalhes decorativos.
Há moais que se mantiveram de pé nas encostas ao longo da história por terem seus corpos parcialmente enterrados no solo. Outros foram abandonados ou se quebraram no caminho. Já os pukaos, "chapéus" que adornam as cabeças de certos moais, eram forjados a partir de outro material de origem piroclástica, a avermelhada e áspera escória vulcânica.
Todo o material usado na produção dos pukaos foi retirado de Puna Pau, uma pequena cratera no interior da ilha de Páscoa, único local com esse tipo de pedra, que também foi utilizada na elaboração de petróglifos.
TECNOLOGIA RAPANUI
O método usado para transportar os moais é controverso e um dos mistérios da ilha, pois cada estátua pesa em média 12 toneladas.
Lendas falam de sacerdotes utilizando a força espiritual do mana (poder divino) para locomovê-los um pouco a cada dia; já a tradição oral reza que os moais andavam.
A teoria mais aceita é que os ilhéus usavam movimentos oscilantes e giratórios para deslocar as estátuas de pedra, da mesma forma como transportamos geladeiras. Outra versão afirma que os moais eram transportados deitados em troncos lubrificados com óleo de palma.
A maior e mais impressionante plataforma restaurada, o Ahu Tongariki, fica no sudeste da ilha e tem 15 estátuas lado a lado, dentre as quais a mais pesada tem 86 toneladas. 

FONTE: Folha.com/Turismo

Pedro Carrilho/Folhapress
Fileira de moais do ahu Tongariki, localizado na costa sul da ilha de Páscoa; estátuas têm de cinco a sete metros de altura
Moais do ahu Tongariki, localizado na costa sul da ilha de Páscoa; estátuas têm até sete metros de altura  

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

ASTERÓIDE QUE PASSOU PERTO DA TERRA PODE VALER QUASE 200 BILHÕES DE DÓLARES ( "Pedra Preciosa Espacial" )


Espaço


Repleto de metais e água recuperável, 2012 DA14 reacende o debate da exploração comercial do espaço, que pode estar mais perto da realidade do que se imagina

Imagens feitas por um observatório australiano mostram o deslocamento do asteroide 2012 DA14
Imagens feitas por um observatório australiano mostram o deslocamento do asteroide 2012 DA14: rocha espacial vale o dobro que as ações do Facebook no dia da estreia na bolsa de valores (E. Guido/N. Howes/Remanzacco Observatory)
Não foi apenas pela proximidade com que passou pela Terra que o asteroide 2012 DA14 chamou atenção na última sexta-feira, 15. Para alguns cientistas americanos, longe de ser uma ameaça, ele é uma "mina de ouro" avaliada em bilhões de dólares. Mais precisamente, 65 bilhões de dólares em água recuperável e 130 bilhões de dólares em metais.
A estimativa foi feita para companhia americana Deep Space Industries (DSI), uma iniciativa privada que quer, em breve, começar a explorar os asteroides que passam perto da Terra. Formada por investidores privados e executivos com passagem pela NASA, a DSI foi criada com objetivos ousados: suprir as necessidades dos consumidores em potencial e oferecer um futuro diferente para a humanidade. Para isso, tem apenas um foco — os asteroides.
A DSI ainda não iniciou suas atividades no espaço, mas, segundo o fundador e diretor de desenvolvimento e pesquisa, Stephen Covey, os asteroides podem despertar uma nova "febre do ouro" em um futuro não muito distante. A aventura não será fácil e o custo será elevado, mas as possibilidades destas rochas gigantes, compostas de água e metais como ferro, ouro e platina, o levam a crer que o esforço vale a pena.

Pit stop espacial — O 2012 DA14 passou a 27.700 quilômetros da superfície terrestre, um recorde de proximidade em termos astronômicos. No entanto, ele não seria um bom alvo para a DSI, já que sua órbita estava relativamente inclinada em relação à da Terra. Para explorar estes corpos celestes, a empresa pretende "caçá-los" no espaço e arrastá-los para a órbita baixa terrestre. Ali, além da exploração, seria possível reabastecer foguetes em viagens tripuladas mais longas.
No plano da DSI, o material extraído do asteroide será transformado em componentes metálicos e a água, colhida em forma de gelo, irá diretamente para os foguetes. Este "posto de gasolina espacial", além de render bilhões em lucros à DSI, poderia levar à economia de recursos e ao fim do lixo espacial. Segundo Covey, atualmente, o envio de combustível, água e materiais necessários para montar a Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês) tem um custo de pelo menos US$ 10 milhões por tonelada, mesmo utilizando os novos veículos de baixo custo. Além disso, os satélites de comunicaçãom que orbitam ao redor da Terra atualmente deixam de funcionar quando seu combustível acaba, se autodestruindo e gerando resíduos abandonados no espaço. Com as estruturas de reabastecimento idealizadas pela DSI, esses problemas poderiam ser resolvidos.
Prazos —  A companhia, que deve ter sua própria frota de aparelhos espaciais, já tem em seu calendário sua primeira missão, em 2015, para fazer uma viagem de reconhecimento a um asteroide. Primeiro lançarão alguns pequenos satélites exploradores em uma missão só de ida, com uma duração de entre dois e seis meses, para detectar possíveis asteroides para exploração e estudar sua composição mais de perto. A ideia é utilizar a tecnologia dos microssatélites de pesquisa ('CubeSat'), que usam componentes eletrônicos e não pesam mais do que um quilo.
Para financiar esta missão, espera-se contar com investidores e clientes, como a agência espacial americana (Nasa), assim como companhias patrocinadoras. Em 2016, está prevista a realização da primeira missão com uma nave espacial não tripulada, que poderia durar entre dois e três anos, para recolher amostras.
A companhia, que prevê contar com naves de empresas espaciais particulares, está projetando também seus próprios modelos para criar um veículo reutilizável que permita aproximar pequenos fragmentos de asteroides da órbita terrestre. O veículo vai utilizar uma espécie de tentáculo metálico que esticará cabos para envolver o asteroide e arrastá-lo como se ele estivesse dentro de uma grande bolsa.
Corrida — Por enquanto, já há duas companhias americanas — DSI e Planetary Resources (da qual participa o co-fundador do Google, Larry Page) — interessadas em explorar os recursos vindos dos asteroides. Estes corpos celestes considerados remanescentes da formação do Sistema Solar abrigam "tudo o que nossa civilização necessita para para suprir nossas necessidades aqui e aumentar a riqueza de nossa economia", segundo Covey. Para a DSI, o desafio é ser a primeira empresa a começar a exploração comercial no espaço e, assim, "estabelecer as regras e assegurar para nós - e para nossos investidores - a vitória", ressalta o diretor.
O professor de ciências planetárias do Instituto Tecnológico de Massachusetts (MIT), Richard Binzel, concorda que, com o tempo, os asteroides podem ser explorados para obter recursos e chegar a ser pontos de operação para as viagens tripuladas a planetas. No entanto, em declarações ao The Wall Street Jornal, ele considerou que o esforço da DSI de trazer os asteroides para perto da Terra "pode estar décadas à frente de seu tempo", e ser talvez otimista demais. Binzel insistiu, de todo modo, que "é preciso começar de algum ponto".
(Com Agência EFE)

FONTE: Revista Veja.com/Ciência