domingo, 25 de novembro de 2012

ESQUELETO ENCONTRADO NA ÁUSTRIA É DE MULHER OPERÁRIA QUE VIVEU HÁ 03 MIL ANOS ( Descobertas Arqueológicas Recentes )


ARQUEOLOGIA - 03/10/2012 15h14 - Atualizado em 03/10/2012 15h16


Esqueleto encontrado na Áustria é de mulher operária que viveu há 3 mil anos

Cientistas austríacos acreditam que os fósseis pertencem a uma mulher que trabalhava com confecção de jóias - profissão que se pensava ter sido realizada exclusivamente por homens na Idade do Bronze

REDAÇÃO ÉPOCA
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A foto foi tirada em 26 de junho de 2008, logo após o túmulo ser descoberto (Foto: AP Photo/Museum of Ancient History Lower Austria)
Arqueólogos de um museu na Áustria afirmaram nesta quarta-feira (3) que um esqueleto encontrado há alguns anos em um túmulo antigo próximo da capital Viena era de uma mulher que trabalhava no ramo da metalurgia. Segundo os especialistas, este é o primeiro grande indício de que as mulheres faziam trabalhos pesados há milhares de anos.

O Museu de História Antiga da Baixa Áustria, estado no nordeste do país, acredita que os fósseis são da Idade do Bronze, período que começou há mais de 5 mil anos e terminou há 3.200 anos. Apesar de os ossos pélvicos não terem sido encontrados, uma análise do crânio e dos ossos do maxilar inferior permitiu identificar que o esqueleto era de uma mulher entre 45 e 60 anos de idade.
Ferramentas usadas para a produção de ornamentos de metal também foram encontrados no túmulo, o que levou à conclusão de que os fósseis em questão eram de alguém que trabalhava com confecção de jóias. Segundo os cientistas, até então se pensava que esta profissão era exclusivamente realizada por homens.
O túmulo, encontrado a 145 centímetros da superfície, foi um dos 15 descobertos no mesmo local e que estão sendo estudados pela equipe do museu.
EK

FONTE: Revista Época/Ciência e Tecnologia

COMO A INDÚSTRIA RECICLA PAPEL ? ( Alternativas Ambientais )

Lixo
Shironeko Euro /Creative Commons

as árvores agradecem

Como a indústria recicla papel?

Com o mesmo processo com que faz o papel comum - só muda a matéria-prima


Danilo Rodrigues
Mundo Estranho - 10/2012
O material recolhido para a reciclagem precisa ser transformado em massa de fibra de celulose antes de entrar nas máquinas, mas, depois, os aparelhos e procedimentos são os mesmos.

Geralmente, o papel vendido como reciclado tem apenas parte de sua matéria-prima vinda do reaproveitamento. Isso porque, quanto maior a quantidade de papel reciclado, mais frágil será o produto final. Mas a indústria papeleira nacional já é 100% sustentável: todos os fabricantes usam madeira de reflorestamento. 

 Neste infográfico - Lavou, tá novo- veja como, em 2010, o papel reciclado salvou cerca de 46 milhões de árvores.
 
 FONTE: Revista Planeta Sustentável

sábado, 24 de novembro de 2012

ARQUEÓLOGOS ENCONTRAM POÇO COM ESQUELETOS DE O8 MIL ANOS EM ISRAEL ( Descobertas Arqueológicas Recentes )


ARQUEOLOGIA - 08/11/2012 13h52 - Atualizado em 08/11/2012 13h52


Arqueólogos encontram poço com esqueletos de 8 mil anos em Israel

Os ossos, descobertos em um poço de 8 metros de profundidade, pertencem a uma mulher jovem e a um homem idoso

REDAÇÃO ÉPOCA COM AGÊNCIA EFE
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Arqueólogos encontram poço com esqueletos de 8 mil anos em Israel (Foto: EFE/Clara Amit)
Arqueólogos descobriram em Israel um poço do período Neolítico (10.000 a.C. a 3.000 a.C) contendo dois esqueletos humanos. Os especialistas acreditam que os corpos são de 8,5 mil anos atrás. A descoberta foi realizada por acaso, durantes escavações para o alargamento de uma estrada no Vale de Jizreel, na região da Galiléia, norte do país.

Análises concluíram que os ossos pertenciam a uma mulher jovem e a um homem idoso. Não puderam determinar, porém, se eles caíram no interior do poço por acidente e assim morreram ou se foram lançados depois de mortos. "O que está claro é que, depois que os indivíduos caíram no poço, a água deixou de ser usada pela contaminação", afirma Yotam Tepper, coordenador das escavações, em comunicado.
No poço, que possui 8 metros de profundidade e 1,3 metros de diâmetro, foram encontrados ainda utensílios de trabalho, como facas, pontas de flechas e outros itens talhados em pedra. "Os poços deste período são achados únicos na arqueologia de Israel e, provavelmente, no mundo pré-histórico em geral", afirma Omri Barzilai, chefe do departamento de antiguidades do país.
Os dois poços mais antigos do mundo foram achados no Chipre e revelam o começo do fenômeno da domesticação. "Parece que o homem antigo tentou idealizar fórmulas para proteger a água potável de possíveis contaminações pelos animais que cuidava e, por isso, costumava armazenar a água em um lugar que não fosse acessível pelo gado, criando assim os poços", disse Barzilai.
Arqueólogos encontram poço com esqueletos de 8 mil anos em Israel (Foto: EFE/Clara Amit)
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Arqueólogos encontram poço com esqueletos de 8 mil anos em Israel (Foto: EFE/Clara Amit)

URUBÚ NÃO SABE CAÇAR ( Curiosidades do Mundo Animal )

Bichos
Fernando Abrunhosa

Urubu não sabe caçar Ao contrário das aves de rapina, como as águias, o urubu tem garras tão pequenas que não servem para caçar. Por isso, ele precisa comer animais atacados e mortos por outros predadores
Shirley Paradizo  Revista Recreio- 08/11/2012

NA HORA DA FOME
Isso não quer dizer que ele não goste de comida fresca. Ao avistar ninhos descuidados, ele não hesita em comer os filhotes ou os ovos. Se faltar carne fresca ou podre, ele sai em busca de sementes e frutas.

COMIDA À VISTA
Para encontrar a refeição, os urubus contam com olfato e visão apurados. São capazes de ver um bicho morto a 3 mil metros de altura e de sentir o cheiro da carniça a 50 quilômetros de distância. Aí, ficam voando em círculos e planando até terem certeza de que o local está seguro para pousarem e se alimentarem com calma! O hábito de comer carniça pode ser bem nojento, mas é importante para a natureza. Ao ingerir restos de outros bichos, ele elimina do meio ambiente a matéria orgânica em decomposição e ajuda a evitar doenças em humanos.

AVE FAXINEIRA Os urubus vivem até 16 anos e podem ser encontrados em florestas e desertos de quase todo o mundo. Hoje eles também moram nas cidades e, com certeza, você já deve ter visto um voando por aí. Nesses locais, eles fuçam o lixo e comem restos de comida. E, em vez de árvores, constroem o ninho no alto dos prédios.

BICHO ESQUISITO

Como não consegue transpirar, o urubu usa uma estratégia bem nojenta para evitar que a temperatura do corpo suba muito. Ele faz coco e xixi nas próprias penas (eca!). O cheiro fedorento também ajuda a afastar os predadores. Quando estão no chão e se sentem ameaçados, eles vomitam para perder peso e alçar voo mais rápido!

VOCÊ SABIA QUE…

…o urubu é mais limpo do que um rato e não transmite doenças? O suco gástrico da ave é tão forte, que mata todas as bactérias dos alimentos podres que ele come.
... este bicho tem um hábito bem esquisito para arrumar namorada? O macho vomita o que come e dá à fêmea para provar que gosta muito dela!
... os urubus não têm penas na cabeça? Do contrário, elas ficariam sujas de sangue e atrairiam insetos, causando doenças no animal.

Consultoria: Guilherme Domenichelli, biólogo, apresentador dos programas Como cuidar do seu Melhor Amigo e Passei Animal (TV Rá Tim Bum) e autor do livro Girafa tem Torcicolo?

FONTE: Revista Planeta Sustentável

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

ARQUEÓLOGOS ENCONTRAM ESTÁTUA DE FARAÓ DE MAIS DE 03 MIL ANOS NO EGITO ( Descobertas Arqueológicas Recentes )


ARQUEOLOGIA - 21/11/2012 17h06 - Atualizado em 21/11/2012 17h30

Arqueólogos encontram estátua de faraó de mais de 3 mil anos no Egito

A peça arqueológica tem altura de 1,25 metros e foi esculpida em rocha cinza durante o Império Novo

REDAÇÃO ÉPOCA COM AGÊNCIA EFE
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A foto da foi fornecida pelo Ministério de Antiguidades egípcio (Foto: EFE)
Uma equipe de arqueólogos franceses descobriu na cidade de Luxor, no sul do Egito, uma estátua que representa um faraó do Império Novo, período entre os anos 1539 a.C e 1075 a.C. A peça arqueológica, que tem altura de 1,25 metros e está esculpida em rocha cinza, foi encontrada durante escavações no templo Montu.
Em comunicado, o ministro de Estado de Antiguidades do Egito, Mohammed Ibrahim, afirmou que a estátua representa um rei vestido com a tradicional saia faraônica, sendo que seus detalhes artísticos e o estilo da peça indicam que a peça foi esculpida no Império Novo, ou seja, há pelo menos 3 mil anos.

Após a descoberta, o responsável egípcio ordenou a transferência da antiguidade ao armazém de um museu para restaurá-la. Somente tronco e membros superiores foram encontrados, por isso, Ibrahim também pediu que a equipe continuasse as escavações no templo, na tentativa de descobrir a cabeça e extremidades inferiores da estátua.
O santuário de culto a Montu começou a ser construído no Império Médio (1975-1640 a.C.) e foi ampliado durante as consecutivas dinastias faraônicas até a época grega (332-30 a.C).

FONTE: Revista Època/Ciência e Tecnologia

O QUE É PALEOPARASITOLOGIA ? ( Ciência/Arqueologia )

Paleoparasitologia
 

 
   

 
Uma nova ciência para interpretar o passado
Luciana Sianto, Alexandre Fernandes,
Rodrigo Luiz Lobo, Luiz Fernando Ferreira,
Marcelo Luiz Carvalho Gonçalves
e Adauto Araújo
A ciência que estuda o fenômeno parasitismo é chamada de parasitologia. Um de seus ramos, a paleoparasitologia, originou-se da paleopatologia e recebeu este nome no ano de 1979, quando o médico Luiz Fernando Ferreira definiu, dessa forma, a busca por parasitos em material arqueológico ou paleontológico.
Chamam-se parasitos os organismos que encontram o seu nicho ecológico em outro organismo, chamado hospedeiro (Araújo et al., 2003). Assim, consideram-se parasitos desde fragmentos de material genético em genoma de células, até animais vertebrados ou vegetais que se associam entre si em relações metabólicas e genéticas, com maior ou menor dependência entre ambos. A conotação de doença parasitária refere-se a sinais e sintomas que a infecção pode ou não desencadear.
Os primeiros estudos em paleoparasitologia deram-se no início do século XX, quando Sir Marc Armand Ruffer descreveu ovos de parasitos em múmias usando técnicas de reidratação dos tecidos mumificados para preparar cortes histológicos, diagnosticando patologias em populações do Egito antigo (Ruffer, 1910). Entretanto, nos anos que se seguiram, o estudo de parasitos em material arqueológico encontrou dificuldades para se firmar devido à falta de técnicas adequadas para exame microscópico de coprólitos (fezes mineralizadas ou preservadas pela dessecação), encontrados em corpos mumificados ou em sedimentos, latrinas, fossas e poços.
Com a introdução da técnica de reidratação de coprólitos em fosfato trissódico (Callen & Cameron 1960), multiplicaram-se os achados de parasitos em material arqueológico. A potencialidade dessa nova ciência foi compreendida pelas equipes de arqueologia, que passaram a contribuir, cada vez mais, não só fornecendo o material para análise, mas nas discussões e interpretação dos resultados (Reinhard et al., 1988). Por exemplo, a paleoparasitologia trouxe contribuições importantes para teorias de migrações humanas pré-históricas, uma vez que se pode traçar caminhos percorridos por populações do passado através do encontro de parasitos em remanescentes arqueológicos. No Brasil, os estudos pioneiros na Fundação Oswaldo Cruz refutaram a crença de que as doenças parasitárias não eram significantes na pré-história do Novo Mundo pelo encontro de ovos de Trichuris trichiura e de ancilostomídeos, datados de épocas pré-colombianas.

Ovo de Enterobius vermicularis (oxiúro) encontrado em coprólitos
humanos. Deserto de Atacama, Chile
Crédito: Lab. de Paleoparasitologia, ENSP, Fiocruz
Novas técnicas surgiram, permitindo avanços de diagnóstico de doenças infecciosas no passado. Um bom exemplo disso é o uso da biologia molecular como ferramenta de diagnóstico de doenças parasitárias. Utilizando técnica de PCR (reação em cadeia da polimerase) foi possível diagnosticar tuberculose e doença de Chagas em múmias sul-americanas pré-colombianas. A paleoparasitologia molecular não revela somente a presença de doenças em épocas antigas. Estudos sobre a origem e dispersão das doenças parasitárias e seus agentes etiológicos podem ser feitos a partir de dados obtidos da recuperação de material genético de parasitos em material humano. Tais dados poderão contribuir para os estudos sobre a origem de hospedeiros, as relações entre estes e os parasitos, as migrações humanas no passado, sua distribuição atual, a emergência e a reemergência de doenças (Araújo e Ferreira 2000).
A descoberta de grande quantidade de ovos de helmintos intestinais em latrinas e fossas da Europa, num período que abarca desde a Idade Média até o período industrial, sugere prevalências altas de parasitoses e, conseqüentemente, deficiências sanitárias consideráveis. Este quadro persiste por todo o período das grandes navegações, momento no qual esses parasitos teriam sido re-introduzidos no continente americano mantendo altas taxas de infecção nas novas cidades. Este quadro é sugerido, com pouca base empírica, pelo conhecimento das precárias condições de higiene e sistema sanitário da maioria das aglomerações urbanas que se formaram nas colônias, embora existam raros dados sobre o encontro de parasitos em material arqueológico do período histórico publicados para o Brasil (Confalonieri et al. 1981).
A despeito dos primeiros trabalhos em paleoparasitologia terem surgido na África, pouco se conhece sobre infecções parasitárias no passado desse continente. O conhecimento que há se limita ao antigo Egito e a regiões vizinhas, como o Sudão (Harter et al. 2003, Gonçalves et al. 2003).
Nas Américas, tem-se dedicado mais ao estudo de material pré-colombiano mostrando-se que a grande maioria das infecções parasitárias intestinais já se encontrava entre as populações nativas antes da chegada de europeus e africanos. Entretanto, nas populações indígenas do passado, não se observaram as altas freqüências encontradas na Europa. Os dados concordam com as observações de Hugot et al. (1999), que mostraram que a explicação pode estar nas condições de subsistência das populações indígenas, que se dedicavam à caça e coleta de alimentos, em regime nômade, pois há nítido aumento de freqüência entre povos sedentários, aglomerados nos "pueblos" da América do Norte.
No laboratório de paleoparasitologia da Escola Nacional de Saúde Pública (Fiocruz) um grupo cada vez maior de pesquisadores vem realizando estudos com materiais de diferentes procedências. Atualmente, estudam-se sedimentos arqueológicos provenientes da Europa dos séculos I ao XIX. O encontro de parasitos, associados a estudos realizados por arqueólogos, ajudam a esclarecer o uso de certas construções (tipo fossas, poços), de onde os sedimentos arqueológicos são retirados. O encontro de ovos de helmintos que parasitam humanos pode identificar, por exemplo, quando se tratam de latrinas (Fernandes et al. 2003). Pólens e esporos encontrados fornecem dados quanto ao clima e vegetação que ocorriam na região.

Coprólito humano sendo escavado por Fabio Parenti,
Parque Nacional Serra da Capivara, PI.
Crédito: Adauto Araújo
Outro estudo em andamento tenta diagnosticar parasitoses que não são comuns atualmente. Assim, alguns parasitos encontrados em coprólitos humanos são de difícil diagnóstico por se tratarem de infecções de animais, adquiridas pelo indivíduo ao ingerir alimentos infectados. Em algumas circunstâncias o diagnóstico é possível, como no caso em que se retiraram coprólitos do que restou do tubo digestivo de um indivíduo, possivelmente do sexo masculino, parcialmente mumificado por processo natural, datado entre 600 e 1200 anos AP. Não houve contaminação externa do material (do solo por exemplo), garantindo assim, a confiabilidade dos resultados obtidos. Os resultados preliminares mostraram que o indivíduo se encontrava infectado por um helminto (verme) de origem animal, que causa uma zoonose, incomum nas Américas e sem descrição anterior para habitantes pré-colombianos (Sianto et al. 2003). Estudos de dieta também foram realizados e mostraram uma variedade de alimentos consumidos, entre estes, proteína animal, raízes, sementes e frutas.

Coprólito humano positivo para parasitos. Parque Nacional
Serra da Capivara, PI.
Crédto: Lab. de Paleoparasitologia, ENSP, Fiocruz
Estão também em curso os estudos sobre a paleoepidemiologia da doença de Chagas, que busca esclarecer a origem e evolução da infecção no continente americano. Os primeiros resultados identificaram a infecção em corpos mumificados da região andina e no deserto da América do Norte, com datações pré-colombianas. São estudos que empregam técnicas da biologia molecular, buscando identificar mudanças no genoma do parasito, e mesmo de seu hospedeiro humano, que mostrem alterações na virulência e patogenicidade do parasito ao longo do tempo. Buscam também identificar o impacto que teve a doença de Chagas em grupos humanos no passado. Assim, novamente, a cooperação entre arqueólogos e parasitólogos é fundamental na interpretação de resultados, pois podem refletir mudanças de comportamento de populações por influência de doenças parasitárias.

Urna com esqueleto. O sedimento da região pélvica,
próximo ao sacro, pode conter restos alimentares,
pólen e parasitos. Parque Nacional Serra da Capivara, PI.
Crédito: Fumdham
As pesquisas do grupo recebem financiamento da Capes; CNPq e Papes-Fiocruz
Luciana Sianto, Alexandre Fernandes , Rodrigo Luiz Lobo, Luiz Fernando Ferreira, Marcelo Luiz Carvalho Gonçalves e Adauto Araújo são pesquisadores da Escola Nacional de Saúde Pública, Fundação Oswaldo Cruz. Contato: adauto@ensp.fiocruz.br

Referências Bibliográficas:
_ Araújo A & Ferreira LF 2000. Paleoparasitology and the antiquity of human host-parasite relationships. Memórias do Instituto Oswaldo Cruz 95: 89-93.
_ Araújo A, Jansen AM, Bouchet F, Reinhard K, Ferreira LF 2003. Parasitism, the diversity of life, and Paleoparasitology. Memórias do Instituto Oswaldo Cruz 98 (Suppl. I): 5-11.
_ Callen, E. O. & Cameron, T. W. M. 1960. A pre-historic diet revealed in coprolites. New Scientist, 7: 35-40.
_ Confalonieri U, Araújo A, Ferreira LF 1981. Trichuris trichiura infection in colonial Brazil. Paleopathology Newsletter 35: 13-14.
_ Fernandes A, Bouchet F, Gonçalves M, Klein CH, Iguchi T, Ferreira LF, Araújo A 2003. Infecções parasitárias na Europa Medieval (Séc. XVI). XVIII Congresso Brasileiro de Parasitologia - Livro de Resumos, Rio de Janeiro, p. 212.
_ Gonçalves, M. L. C., Araújo, A. & Ferreira, L. F. 2003. Human intestinal parasites in the past: new findings and a review. Memórias do Instituto Oswaldo Cruz, 98 (Suppl. I): 103-118.
_ Harter S, Le Bailly M, Bouchet F 2003. First paleoparasitological study of an embalming reject jar found in Saqqara, Egypt. Mem Inst Oswaldo Cruz 98 (Suppl 1): 119-121.
_ Hugot JP, Reinhard KJ, Gardner SL, Morand S 1999. Human enterobiasis in evolution: origin, specificity, and transmission. Parasite 6: 201-208.
_ Prous A, Schlobach MC. 1997. Sepultamentos pré-históricos do Vale do Peruaçu - MG. Rev do Museu de Arqueologia e Etnologia, São Paulo, 7: 3-21.
_ Reinhard KJ, Confalonieri U, Ferreira LF, Herrmann B & Araújo A 1988. Recovery of parasite remains fromcoprolites and latrines: aspects of paleoparasitological technique. Homo 37: 217-239.
_ Ruffer MA 1910. Note on the presence of Bilharzia haematobia in Egyptian mummies of the Twetieth Dinasty (1250-1000 BC). Brit Medd J 1: 16.
_ Sianto L, Araújo A, Chame M, Prous A 2003. Parasitos encontrados em corpo mumificado - sítio arqueológico da Lapa do Boquete, MG, Brasil. XVIII Congresso Brasileiro de Parasitologia - Livro de Resumos, Rio de Janeiro, p. 214.

Fonte: http://www.comciencia.br

FONTE: Portal Ache Tudo e Região

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

NÃO SEI O QUE SERIA DE MIM SE AS FARC, DIZ GUERRILHEIRA HOLANDESA ( Notícias/Mundo )

21/11/2012 - 18h11

Não sei o que seria de mim sem as Farc, diz guerrilheira holandesa


ADALBERTO ROQUE
DA AFP, EM HAVANA

A guerrilheira holandesa Tanja Nijmeijer, que integra a delegação das Farc que participa das negociações de paz com o governo colombiano em Havana (Cuba), afirmou que não imagina a sua vida fora da organização insurgente, à qual aderiu há uma década.
"Não posso voltar atrás nem quero voltar atrás", disse Nijmeijer, filóloga de 34 anos, em entrevista exclusiva à AFP na Praça da Revolução, em Havana, diante da imagem do guerrilheiro argentino-cubano Ernesto Che Guevara, a quem "todos os membros das Farc adoram", disse.
"Sinto-me realizada como guerrilheira das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) e não sei o que teria sido de mim. De repente seria dona de casa, teria três filhos, estaria divorciada, mas isso não teria me realizado da forma que me realiza ser guerrilheira", acrescentou a holandesa, que está em Cuba desde 5 de novembro passado.

Ramon Espinosa-21.nov.12/Associated Press
A guerrilheira holandesa Tanja Nijmeijer, que representa as Farc no diálogo de paz, em Havana (Cuba)
A guerrilheira holandesa Tanja Nijmeijer, que representa as Farc no diálogo de paz, em Havana (Cuba)
Única integrante europeia conhecida da guerrilha das Farc, Nijmeijer ganha um brilho nos olhos quando fala da chegada, há mais de uma década, à guerrilha mais antiga da América Latina, considerada organização terrorista por Washington e pela União Europeia.
"Estou nas Farc porque é a forma de luta que o povo colombiano escolheu, porque não lhe restou outra opção a não ser lutar com armas", afirmou Nijmeijer, que tem como nome de guerra 'Alexandra' e que, na guerrilha, faz trabalhos de tradução, comunicação e ensino do marxismo.
"No fim das contas, o que me motivou para estar nas fileiras das Farc é que concebo a luta 'fariana' [das Farc] como um centro de luta no mundo e penso que o povo colombiano é uma vanguarda de luta", acrescentou, falando um espanhol fluente, com sotaque colombiano.
Ela admitiu que "foi muito dura" sua adaptação à vida na guerrilha e, sobretudo, "à cultura do camponês colombiano. "Tem sido um sacrifício, por um lado, mas me sinto muito realizada e muito contente de estar nas fileiras" das Farc. "Estou há dez anos casada com o Exército do povo e estou me saindo muito bem", afirmou.
DIÁLOGO
Nomeada pelas Farc uma de suas delegadas para o diálogo com o governo do presidente Juan Manuel Santos, que está no seu terceiro dia consecutivo, no Palácio das Convenções de Havana, Nijmeijer assegurou que a organização guerrilheira está preparada para lutar pela paz "com ou sem fuzil".
"Nós lutamos com fuzil ou sem fuzil e estamos aqui em Havana para lutar sem fuzil. Queremos lutar por um processo de paz, queremos que o povo colombiano possa viver em paz", disse Nijmeijer, a integrante da delegação insurgente mais perseguida por jornalistas da América Latina e da Europa em Havana.
"Para mim é uma honra estar aqui, uma honra poder contribuir com o processo de paz na Colômbia, e, quanto a Cuba, aqui me sinto bem, Cuba é linda", afirmou Nijmeijer, que teve a nomeação como porta-voz interpretada como um golpe de imagem das Farc no exterior.
A guerrilheira, que viajou a Cuba depois que a Promotoria colombiana suspendeu duas ordens de captura contra ela, uma pelo crime de rebelião e outra com fins de extradição, espera que através das negociações "por fim se possa fazer a paz" na Colômbia, mas "uma paz com justiça social, com educação para todo o povo".
Nijmeijer é acusada nos EUA do sequestro, em 2003, de três empreiteiros americanos, que foram libertados em uma operação das forças militares da Colômbia, em 2008, juntamente com a ex-candidata à Presidência Ingrid Betancourt, de nacionalidades colombiana e francesa.
PROTESTOS
Nijmeijer, que afirmou em Havana o desejo de viajar à Holanda para explicar "o porquê da luta na Colômbia", elogiou os movimentos dos "indignados" em todo o mundo, cuja luta considerou "muito importante".
"Quero parabenizar todos os jovens do mundo que estiverem lutando neste momento, aos operários na Grécia, a todos os movimentos sociais que há no mundo, porque estas lutas são muito importantes nesta época", disse a guerrilheira.
Este diálogo que governo e as Farc celebram em Havana é a quarta tentativa de paz entre as partes. O processo conta com o apoio de Noruega e Cuba, como países garantes, e de Venezuela e Chile, como acompanhantes.
Na Colômbia opera também a guerrilha guevarista Exército de Libertação Nacional (ELN), que pode começar também um processo de paz com o governo Santos, segundo declarou o grupo insurgente em um comunicado publicado na segunda-feira da semana passada. 

FONTE: Folha.com/Mundo