sexta-feira, 25 de novembro de 2011

DINOSSAURO ACHADO NO ESTADO BRASILEIRO DO RIO GRANDE DO SUL É UM DOS MAIS PRIMITIVOS DO MUNDO ( Paleontologia )

25/11/2011 - 11h02

Dino achado no RS é um dos mais primitivos do mundo


 
REINALDO JOSÉ LOPES
EDITOR DE "CIÊNCIA" E SAÚDE"

Os sucessores do bicho viraram os maiores vertebrados terrestres de todos os tempos, gigantes pescoçudos e comedores de plantas. Ele, porém, não era nada disso: velocista esbelto, media pouco mais de 1 m do focinho à ponta da cauda e devorava insetos.
A criatura em questão é o Pampadromaeus barberenai, um dos dinossauros mais primitivos do mundo, com 230 milhões de anos. Como o nome sugere, o animal corria pelo interior do Rio Grande do Sul no período Triássico.

Danilo Bandeira/Editoria de arte/Folhapress
A espécie foi apresentada com pompa ao público na quinta-feira, em cerimônia comandada por alguns de seus descobridores na Universidade Luterana do Brasil, em Canoas, na Grande Porto Alegre.
O achado premia a persistência de Sergio Cabreira, paleontólogo da Ulbra e um dos principais caçadores de fósseis da região Sul.
Achado no município de Agudo, o esqueleto estava desarticulado (ou seja, com os ossos já espalhados) e incompleto, mas suficientemente preservado para trazer muitas informações a respeito do bicho.
Outro membro da equipe, Max Langer, especialista em dinos primitivos da USP de Ribeirão Preto, explica que o P. barberenai é um estranho no ninho quando comparado aos dinossauros com quem tem parentesco mais próximo, os saurópodes.
Esses bichos, como já foi dito, eram herbívoros por excelência. Mas o "novo" dino gaúcho tem detalhes do maxilar e dos dentes que lembram os de carnívoros. "Esquisito", diz Langer.
"Eu não consigo imaginar que tipo de vegetal ele comeria, porque os dentes são muito delicados. A dieta dele estaria mais para insetos e pequenos vertebrados", afirma.
Já a canela comprida sugere hábitos de corredor --nada mais inesperado perto dos sucessores pesadões do animal, diz o paleontólogo.
Na descrição formal da espécie, publicada na revista alemã "Naturwissenschaften", os paleontólogos traçaram árvores genealógicas dos dinos primitivos. Nelas, o Pampadromaeus parece se encaixar muito perto da origem dos saurópodes.
O curioso é que tanto ele quanto os ancestrais dos dinos carnívoros eram muito parecidos nessa fase da história do grupo. O que, para Langer, faz certo sentido.
"É como se essas linhagens estivessem experimentando com vários tipos de anatomia, que acabaram se fixando, mais tarde, em grupos mais especializados de dinossauros", diz o pesquisador. 

FONTE: Folha.com/Ciência

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

NO ESTADO DO AMAPÁ NO BRASIL, UMA STONEHENGE AMAZÔNICA ( Um misterioso círculo de pedras gigantes foi descoberto no Amapá. As primeiras escavações levam a crer que os astros regulavam a vida e o cotidiano dos indígenas que o construíram. PLANETA foi lá conferir )

Heitor e Silvia Reali, de Calçoene, Amapá
Heitor e Silvia Reali
Nas proximidades da cidade litorânea de Calçoene, 390 quilômetros ao norte de Macapá, encontra-se um dos monumentos mais importantes da arqueologia do País. Conjunto de pedras maciças organizado por mãos humanas, às margens do igarapé Rego Grande, essa descoberta vem atraindo a atenção de cientistas de todo o mundo.
Ninguém ainda tem certeza sobre como ele foi feito, nem sobre quais eram os seus propósitos. O local acaba de ser batizado oficialmente como Parque Arqueológico do Solstício, o primeiro do gênero no Brasil. Guardando as devidas proporções de tempo, história e dimensões, o conjunto se assemelha a Stonehenge, o famoso círculo de pedras pré-histórico da Inglaterra. Por isso, ganhou o apelido de Stonehenge amazônica.
Heitor e Silvia Reali
O pesquisador Felipe, do Instituto de Pesquisas Científicas e Tecnológicas do Amapá (Iepa), passeia por entre as pedras do círculo de Calçoene. Muitos cientistas acreditam que o complexo megalítico é na verdade um grande observatório astronômico construído há muitos séculos por nossos índios.
Para a comunidade científica brasileira, a certidão de nascimento do parque não é nova. Estudiosos sabiam da existência de vários conjuntos de pedras erguidos por humanos no Amapá há muito tempo, mas eles nunca tinham sido realmente estudados. O interesse atual pela descoberta do sítio arqueológico de Rego Grande se justifica por conta das suas dimensões muito maiores, quando comparadas aos outros conjuntos encontrados anteriormente.
A expansão da pecuária na Floresta Amazônica foi o que provocou o descobrimento. Contratado em 2005 para pôr fogo no mato a fim de ampliar a área de pasto destinada à criação de búfalos, Garrafinha, como gosta de ser chamado Lailson da Silva, deu de cara com essas enormes pedras. Avisou o fazendeiro, e este, diferentemente da maioria de seus colegas, que preferem ficar na moita ao descobrir vestígios arqueológicos, com medo de desapropriações, procurou logo o Estado para vender suas terras, pois tinha certeza do seu valor histórico.
Logo depois da sua descoberta, o lugar passou a ser visto como mal-assombrado pelos moradores das proximidades. Visões, vozes, luzes e casos ocorridos no interior do círculo de pedra ainda são narrados por eles. Uma boa história é contada por Garrafinha: “Uma vez, um cara tirou um vaso cerâmico de lá e o levou para casa. A partir daí, todas as noites ele acordava tomando porrada não sei de quem. Só depois de ele apanhar muito é que alguém juntou o fato com o roubo da cerâmica. Então, ele devolveu o pote ao local de onde tinha sido retirado. Depois disso, nunca mais apanhou da assombração.”

Heitor e Silvia Reali
No alto, um portão de madeira guarda um imenso descampado onde está a casa do guarda-parque. Acima, o pesquisador Evandro em frente à casa do guarda-parque e quartel-general dos pesquisadores do Iepa.

Enigmas visuais
Quem chega ao sítio de Rego Grande depois de um trecho de terra de 18 quilômetros, a partir de Calçoene, percebe que o lugar realmente tem pegada forte. O caminho é cercado por casas esparsas e também por muito pasto e palmeiras que despontam na paisagem. Um portão de madeira guarda um imenso descampado onde está a casa do guarda-parque. Logo a seguir, causa grande impacto a visão do círculo de pedras que domina todo o alto de uma colina. Principalmente se a visita for ao entardecer, quando as sombras se alongam e crescem. Esse é um território de enigmas visuais.
Desde 2006, o círculo de 30 metros de diâmetro com 147 blocos de granito, alguns com 4 metros de altura e peso de até 4 toneladas, vem sendo estudado pela equipe de arqueólogos do Instituto de Pesquisas Científicas e Tecnológicas do Amapá (Iepa), liderada pelos pesquisadores Mariana Petry Cabral e João Saldanha.
Mariana está há sete anos no Amapá, mas ainda não perdeu seu sotaque gaúcho. Ela enfatiza que é provável “que o lugar tenha sido um misto de calendário ou observatório astronômico e de centro ritualístico, mas que até o momento isso permanece apenas no terreno da hipótese”.
Para o meteorologista José Ávila, também pesquisador do sítio Rego Grande, não há dúvida de que o conjunto é um gigantesco calendário e um dos mais importantes sítios arqueológicos do Brasil. Desde o final de 2006, esse discurso repercute mais forte quando se considera a posição do maior bloco de pedra ali existente.
Há quase quatro anos, a equipe de pesquisadores comprovou o que já se esperava. Aquele monólito projeta uma sombra no chão, mas ela some no dia do solstício de inverno, 21 ou 22 de dezembro. Nesse dia, quando alcança sua posição mais alta no céu (o chamado zênite), o Sol aparece exatamente acima da pedra, de forma que ela não lança sombra alguma no chão.
Segundo Mariana, a inclinação desse bloco não é um acaso, resultante de passagem dos anos, dos ventos e das queimadas feitas no local. Ela é intencional. “Geólogos que acompanharam os estudos escavaram o terreno e verificaram que havia estruturas de sustentação, calçadas por outras pedras, bem calculadas para os blocos principais, e alinhadas ao solstício e talvez a outros astros.”
Heitor e Silvia Reali
A arqueóloga Mariana Petry Cabral. Ela está há sete anos no Amapá e enfatiza que é provável “que o lugar tenha sido um misto de calendário ou observatório astronômico e de centro ritualístico, mas que até o momento permanece apenas no terreno da hipótese”. As cerâmicas indígenas estudadas por Mariana.

“Os blocos vieram em bruto de outro lugar, mas foram talhados ali. A cinco quilômetros da área, os pesquisadores encontraram cicatrizes em uma pedreira: com certeza, foi dali que retiraram a maioria das pedras”, prossegue Mariana.
Embora sem possuir nenhum dos sofisticados instrumentos astronômicos atuais, o povo que há cerca de mil anos vivia na região de Calçoene estava muito à frente do seu tempo em termos de conhecimentos de astronomia. Ele estudava o céu sempre que surgisse a necessidade de se respeitar um ciclo temporal, como provavelmente detectar a época certa para o plantio e a colheita, festas comemorativas, etc.
Algumas descobertas já são bem concretas: “Está claro que o local era um cemitério indígena, além de lugar para a prática de cerimônias”, relata Mariana. Ela afirma ainda que durante a fase de escavação “foram achados no interior do círculo dois poços funerários, de dois e três metros de profundidade, tampados por uma pesada pedra. Dentro e fora do círculo estavam enterrados muitos potes, vasos e urnas funerárias”.

Heitor e Silvia Reali
O espaço interno do círculo não é grande. Nele cabem, no máximo, 300 pessoas. Assim, é possível estimar que em determinados dias do ano, quando os frequentadores chegavam para suas festas e seus rituais, o local poderia abrigar pelo menos o dobro de pessoas, dentro e fora do círculo.
Laços fortes com ancestrais
Como curiosidade, vale dizer que as cerâmicas encontradas são cheias de significado. Por que as peças mais próximas ao centro são decoradas com desenhos de animais aquáticos (peixes e sapos, por exemplo) e as mais afastadas, de animais terrestres, como macacos e aves? Mariana explica que ainda não se pode caracterizar qual grupo indígena construiu o círculo. Sabe-se apenas que tinham uma relação muito forte com os ancestrais. “Talvez esses desenhos indicassem a classe social do morto”, avalia.
A cerâmica é um ponto de inflexão do processo civilizador, tão importante quanto foi a pedra lascada. Por meio dela, os arqueólogos chegam a mais algumas conclusões. As peças desenterradas dali são da fase Aristé (ou Cunani). Esse tipo de utensílio, com pinturas em quatro cores e urnas antropomorfas, pertence a uma tradição ceramista característica dos povos que habitaram a região do Amapá até a Guiana Francesa, há cerca de mil anos.
A construção é, portanto, algo nosso, o que contraria os estudos feitos nos anos 1950 pelos arqueólogos norte-americanos Betty Meggers e Clifford Evans, que já tinham conhecimento desses círculos de pedra. Para eles, as chamadas sociedades complexas da Amazônia eram oriundas de imigrações de índios culturalmente mais avançados, como os dos Andes. Contudo, perguntas intrigantes permanecem no ar. Por exemplo: onde moravam os construtores e os frequentadores do círculo de pedra, se não existem vestígios de aldeias em suas proximidades? De onde os indígenas tiravam comida para nutrir as pessoas que trabalharam na construção desse e dos demais círculos de pedra? E como isso era feito durante os dias dedicados aos rituais sagrados? Viriam eles de muito longe?
O sítio de Rego Grande foi um empreendimento do qual toda a comunidade participou. Devem ter sido necessárias muitos dias e algumas centenas de homens para carregar as pedras até aquele lugar, entalhar a superfície dura, dar-lhe a forma correta, ajustar os encaixes e pôr cada pedra em seu lugar. O espaço interno do círculo não é grande. Nele cabem, no máximo, 300 pessoas. Assim, é possível estimar que em certos dias do ano, quando os frequentadores chegavam para suas festas e rituais, o local poderia abrigar pelo menos o dobro de pessoas, dentro e fora do círculo.
Todas as perguntas mencionadas acima fazem sentido, pois não existem no Amapá as chamadas manchas de terra preta (pequenas faixas de solo fértil em meio à terra pobre e ácida da floresta) comuns em outras partes da Amazônia, que acompanham o curso de rios e igarapés e que em geral resultam do aumento da ocupação humana no local. Esse solo mais fértil se forma a partir do acúmulo de matéria orgânica produzida pelos assentamentos humanos mais densos em solo amazônico.
Alguns estudiosos afirmam que o adensamento populacional não se dá exclusivamente por conta da produção agrícola, mas também pela maior abundância da caça, pesca e coleta de caranguejos. Outros refutam isso, afirmando que tal ocorre apenas no caso de comunidades muito reduzidas, o que não seria o caso do sítio de Calçoene.
Não se sabe exatamente o que se fazia no círculo de pedras de Rego Grande. Nem se sabe se ele era visitado pela totalidade dos integrantes do grupo indígena que o construiu ou somente por alguns indivíduos escolhidos. Tampouco se sabe qual culto ali era praticado ou se ele era simplesmente um observatório astronômico. A única coisa que se sabe com quase certeza é que, para os indígenas que o edificaram, o círculo de pedras era um lugar sagrado.

FONTE: Revista Planeta

COMO AS GRANDES RELIGIÕES ENCARAM O MOMENTO DA MORTE ? ( "Perguntas Estranhas" )

ISLAMISMO Os muçulmanos creem que, como o nascimento, a morte está nas mãos de Deus. Vivendo conforme os ensinamentos divinos, não há por que temer a morte. Assim, seguem tranquilos para a reencarnação. Os últimos momentos são de recolhimento e de reconhecimento da supremacia e da bondade do todo-poderoso Alá. Islâmicos que morrem em jihad (luta pela fé) não passam por isso, pois iriam direto para o paraíso.

"Foi Alá quem te criou, quem te sustentou, e é ele quem te fará morrer", Suräh 30:40
PREPARO PURO
Familiares e amigos do mesmo sexo do falecido despem e lavam o cadáver de três a cinco vezes, começando pelo lado direito, para devolver pureza à alma. Os orifícios são tapados com algodão e o corpo é coberto por um sudário branco e perfumado com cânfora.
PALAVRA FINAL
Parentes e amigos recitam o shahãdah, oração contra o demônio e de afi rmação sobre a não existência de outro deus além de Alá. Essas devem ser as últimas palavras ouvidas pelo moribundo para que se conscientize da importância de encontrar Alá na eternidade.
CRISTIANISMO Para a maioria dos cristãos, na morte, o espírito vai para o céu ou para o inferno - para os católicos, há o purgatório e, para outras denominações, a morte é um sono até o dia do juízo. O destino varia de acordo com o que o morto fez em vida. Por isso, quando um cristão morre, familiares e amigos consolam uns aos outros pela perda, além de orar para que o falecido seja perdoado de seus pecados e alcance o paraíso. Cristãos protestantes recém-falecidos são vestidos com roupas habituais e costuma-se retirar qualquer adorno de seu corpo.
ÚLTIMA BÊNÇÃO
Se um católico está para morrer, o padre faz a extrema-unção, passando o óleo dos enfermos - azeite de oliva benzido em missa - em seis partes do corpo: olhos, narinas, boca, ouvidos, mãos e pés. Enquanto isso, faz orações e pede a Deus que perdoe a pessoa pelos males cometidos.
LIVRE ENFIM
Alguns cristãos também abrem as janelas logo depois de uma morte, para que corra vento no ambiente e a alma do falecido se sinta livre. Pela tradição católica, o corpo deve ser bem lavado, ungido com perfume e especiarias e vestido com boas roupas. Todo cuidado serve para preparar o morto para a vida eterna.
BUDISMO Segundo uma parábola, uma mulher procura Buda para reviver o filho. Buda pede a ela grãos de mostarda de uma casa em que nunca tenha morrido alguém. A mãe não encontra e entende que teria de conviver com a morte.
CHEIRO DE VIDA
Velas são acesas no oratório doméstico ou de onde ocorreu o óbito - o corpo fica próximo a ele. O rosto é coberto com um pano branco e acendem-se incensos a sua volta. Um monge budista é chamado para ler textos sagrados e confortar a família.
JUDAÍSMO A morte não é uma tragédia, mas algo natural. Os judeus se veem como "hóspedes temporários" de passagem pela Terra. Ou seja, a alma sobrevive mesmo que o corpo tenha falecido. Se foram bons e dignos em vida, a alma será recompensada no além. E é para que siga iluminada que amigos e familiares cumprem uma série de rituais.

"Pois do pó viestes, e ao pó retornarás", Bereshit 3:19
NADA DE ENFEITE
As janelas do local do óbito de um judeu são abertas, e acessórios como joias, relógios e até perucas são retirados do morto, para que ele não encontre o criador portando objetos mundanos.
SIMPLES ASSIM
O caixão deve ser arranjado rápido, seguindo um padrão: ser de madeira, forrado com um pano preto e adequado ao tamanho do corpo, estampando a estrela de Davi. Os caixões dos judeus devem ser parecidos para lembrar que a morte iguala todos.
HINDUÍSMO Acreditam na reencarnação, ou seja, que a alma volta várias vezes à vida até se libertar. A vida na Terra é parte de um ciclo de nascimento, morte e renascimento. Logo que alguém falece, iniciam-se rituais para desprender a alma do corpo - geralmente cremado - sem traumas e para que ela encontre nova casa - um corpo humano ou de animal, de acordo com o comportamento na vida anterior
LIMPEZA FESTIVA
O corpo do falecido é lavado, untado com óleo e pasta de sândalo e vestido com boas roupas, como se fosse a uma festa; as mulheres são penteadas e os homens, barbeados. Uma mortalha de tecido recobre o corpo dos pés à cabeça, mas o topo do crânio fica descoberto
AO AR LIVRE
Quando um hindu está prestes a morrer, o corpo é deitado no chão, a céu aberto, com a cabeça voltada para o sul. A prática, cultivada em regiões da Índia e em outros países, inicia o desprendimento entre corpo e alma

CONSULTORIA Cecilia Ben David, coordenadora pedagógica do Centro da Cultura Judaica; Swami Krishna Priya Ananda, mestre espiritual da Sociedade Internacional Gita do Brasil; Cido Pereira, padre da Arquidiocese de São Paulo; Shake Juma, do Centro de Estudos e Divulgação do Islã; Padman Samten, lama do Centro de Estudos Budistas Bodisatva

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

COMO FORAM CALCULADOS O METO, O LITRO E O QUILO ? ( "Perguntas Estranhas" )

Como foram calculados o metro, o litro e o quilo?

por Luiz Fujita
Em 1789, cientistas franceses definiram o sistema métrico decimal. A primeira medida foi tirada a partir da distância da linha do Equador até o Polo Norte, em linha reta, passando por Paris. O comprimento do metro equivalia à essa distância dividida por 4 milhões
Após dez anos, o metro tomou forma como uma barra de platina. Porém, os cientistas notaram que os polos da Terra eram achatados e tiraram 1/4 de milímetro do metro. Em 1889, uma nova barra de platina e irídio - resistente à oxidação e à deformação por variações de temperatura - corrigiu a medida
A Terra não é uma referência imutável, e manter o metro oficial isolado numa redoma - com temperatura e pressão controladas para evitar deformações - não era nada prático. Por isso, em 1960, os físicos redefiniram o metro como comprimento de onda da luz emitida pelo gás criptônio das lâmpadas fluorescentes
Em 1983, o criptônio perdeu o status de referência. Atualmente, o metro é definido pela velocidade da luz. Em resumo, a medida equivale ao comprimento do trajeto percorrido pela luz no vácuo,em um intervalo de aproximadamente 3 ,33 bilionésimos de segundo
Do metro derivam unidades de comprimento longas e curtas, como o quilômetro - 1 000 metros - e o decímetro (dm) - um décimo de metro. Em 1789, também ficou definido que o litro é o volume que cabe em um decímetro cúbico (dm3) - medida equivalente a um cubo com lados de 1 dm
O quilo equivale ao peso de 1 dm3 de água à temperatura de 4,44 ºC. A medida surgiu em 1789, e virou um cilindro de platina e irídio, cem anos depois. O intrigante é que o quilo oficial "emagreceu" - menos que o peso de um grão de açúcar, é verdade - e será trocado em 2010 por uma esfera de silício

FONTE: Revista Mundo Estranho

ESTUDO REVELA ARTE EGÍPCIA MUITO ANTES DA ÉPOCA DOS FARAÓS ( Descobertas Arqueológicas Recentes )

22/11/2011 - 11h24

Estudo revela arte egípcia muito antes da época dos faraós


REINALDO JOSÉ LOPES
EDITOR DE
CIÊNCIA E SAÚDE
As pirâmides e a Esfinge podem parecer antigas, mas seus milênios de existência ficam pequenos perto da idade de obras de arte egípcias que acabam de ser datadas por arqueólogos: 15 mil anos, no mínimo, e talvez mais.
São gravuras de auroques (Bos primigenius), bois selvagens comuns em boa parte do Velho Mundo na Idade da Pedra. Uma equipe liderada por Dirk Huyge, dos Museus Reais de Arte e História de Bruxelas, é a responsável por achar os desenhos em Qurta, no sul do Egito.
Editoria de arte/Folhapress
Coincidência ou não, é o mesmo período em que europeus da Idade da Pedra estavam produzindo pinturas e gravuras rupestres requintadas, em cavernas como a de Altamira, na Espanha, e a de Lascaux, na França.
Huyge e seus colegas relatam a descoberta na última edição da revista científica "Antiquity", especializada em arqueologia. É o primeiro registro confirmado de arte egípcia da Era do Gelo.
Por causa do estilo e dos temas das gravuras em pedra, os pesquisadores já desconfiavam que as imagens datavam da Idade da Pedra.
Para confirmar isso com precisão, usaram duas técnicas diferentes, com a ajuda de geólogos da Universidade de Ghent, também na Bélgica.
O que acontece é que sedimentos carregados pelo vento foram se acumulando em cima das gravuras, feitas numa escarpa de arenito perto do rio Nilo.
Uma das técnicas consegue dizer quando foi a última vez que os grãos de sedimento foram expostos à luz solar, o que dá uma idade mínima para a gravura, pois o sedimento foi parar lá depois de os desenhos serem feitos.
Além disso, havia restos orgânicos nesses sedimentos (coisas como ossinhos de camundongos e aves), os quais também puderam ser datados pelo método do carbono-14, um "relógio" radioativo que funciona justamente com matéria orgânica.
Foi daí que veio a data mínima de 15 mil anos, embora o acúmulo de sedimentos possa ter começado antes, dizem os especialistas.
Huyge e companhia levantam a possibilidade de contato cultural indireto entre os egípcios e os europeus da Era do Gelo, por causa da semelhança de temas e estilos entre a arte dos dois lugares.
Se a ideia estiver correta, o Mediterrâneo da Idade da Pedra já estava interligado. Como o nível do mar na época era 100 metros mais baixo, seria mais fácil viajar por terra ou por barco. 

FONTE: Folha.com/Ciência


Divulgação
Membro da equipe de escavação ao lado das gravuras egípcias que foram encontradas em Qurta
Membro da equipe de escavação ao lado das gravuras egípcias que foram encontradas em Qurta

terça-feira, 22 de novembro de 2011

COMO SURGIRAM AS IGREJAS PROTESTANTES ? ( "Perguntas Estranhas" )

Como surgiram as igrejas protestantes?

Elas surgiram a partir do inconformismo do padre alemão Martinho Lutero (1483-1546) em aceitar algumas práticas da Igreja Católica. Lutero atacava duramente a venda de indulgências, ou seja, a obtenção de perdão para um determinado pecado em troca de dinheiro. No dia 31 de outubro de 1517, Lutero pregou na porta de uma igreja de Wittenberg, na Alemanha, um manifesto com 95 teses em que atacava não só a venda de indulgências, como também outros procedimentos da Igreja Católica, como a negociação de cargos eclesiásticos. O papa Leão X exigiu uma retratação do padre, ameaçando condená-lo por heresia. Mas Lutero não voltou atrás e rompeu com a Igreja Católica, dando início à chamada Reforma Protestante, movimento que se espalhou pela Europa, impulsionado pela maior flexibilidade religiosa que oferecia.
Os inimigos dos reformistas passaram a se referir a seus seguidores como "luteranos". Estes, por sua vez, preferiam ser chamados de "evangélicos", termo hoje muito usado para se referir aos fiéis das igrejas protestantes. A liberdade pregada por Lutero acabaria abrindo espaço para o surgimento de várias correntes religiosas. "O protestantismo tem uma pedra fundamental: a autonomia. A idéia de que só Deus salva, a subjetividade do indivíduo e a possibilidade de assumir e viver as diferenças vai gerar uma variedade enorme de igrejas", diz o cientista da religião João Décio Passos, da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). Isso ajuda a entender por que hoje existem tantas ramificações entre os protestantes.
Crença na autonomia Liberdade pregada por Lutero deu origem a várias correntes religiosas Igreja Católica - Reforma Protestante
Luteranos
A ruptura de Luterano com os católicos, em 1517, lançou as bases para a expansão do protestantismo. Os luteranos condenavam o comportamento moral dos padres católicos e acreditavam que a salvação estava nas escrituras sagradas.
Presbiterianos
Inspirados no teólogo fracês João Calvino (1509-1564), pregavam a predestinação divina: ou seja, só os eleitos por Deus se salvariam. O teólogo holandês James Arminius (1560-1609) criaria depois outra vertente do presbiterianismo: o Arminianismo
Anglicanos
O rei inglês Henrique VIII (1491-1547) queria anular seu primeiro casamento para se unir a outra mulher. Após a recusa do papa Clemente VII, ele rompeu com a Igreja Católica e criou a anglicana em 1534, ficando livre da interferência papal
Batistas
O movimento anabatista já existia quando Lutero começou a questionar a Igreja Católica. Mas, como outras correntes protestantes, o movimento só ganhou expressão após a Reforma. Acabou dando origem à Igraja Batista
Metodistas
Surgiram na Inglaterra no século 18, propondo reformar a Igreja Anglicana. Baseadas na crença da salvação pela fé em Cristo, as idéias metodistas não conseguiram mudar os anglicanos, mas deram origem a uma nova corrente protestante
Pentecostais
Começaram a aparecer no início do século 20 como uma dissidência dos metodistas. Em 1910, foi fundada a Congregação Cristã do Brasil; no ano seguinte, a Assebléia de Deus, e em 1962, Deus é Amor. Os pentecostais crêem na cura pela fé
Neopentecostais
Fazendo parte do grupo a Igreja Universal do Reino de Deus, de 1977, e a Igreja Renascer em Cristo, de 1986. Os neopentecostais têm em comum a adoçãoda mídia para pregar aos fiéis, além dos cultos espetaculares e a realização de exorcismos


FONTE: Revista Mundo Estranho

PARADISÍACO, ARQUIPÉLAGO INDONÉSIO DE RAJA AMPAT É CONSIDERADO UM VERDADEIRO PARAÍSO ( Turismo Mundial )

21/11/2011 - 10h15

Paradisíaco, arquipélago indonésio terá investimento em turismo

DA FRANCE PRESSE, EM WAISAI
Na lagoa de águas turquesas, as palafitas dominam os recifes de coral. A rede está pronta para a siesta e o coquetel no pôr do sol: o arquipélago indonésio de Raja Ampat é considerado um verdadeiro paraíso.
Mas por quanto tempo ainda?
Ao longo da Papua, Raja Ampat é para a Indonésia o que a baía de Halong representa para o Vietnã, mas ainda mais vasta: 610 ilhotas distribuídas em 4,5 milhões de hectares, 753 km de praias de areia fina e, "provavelmente, a mais importante biodiversidade marinha do mundo", segundo um estudo de referência estabelecido, em 2002, pela organização 'Conservation International' (CI).

Romeo Gacad/France Presse
Arquipélago, designado para a lista de patrimônio mundial da Unesco, é "o último paraíso na Terra", diz a folheto turístico
Arquipélago, designado para a lista de patrimônio mundial da Unesco, é "o último paraíso na Terra", diz folheto
O arquipélago, designado para a lista de patrimônio mundial da Unesco, é "o último paraíso na Terra", diz o folheto do escritório de turismo. E isso deverá se tornar realidade logo.
Éden quase virgem, o local abriga, no entanto, sete "resorts", com uma dezena de mansões em cada, tendo recebido no ano passado apenas 4.515 turistas, ou um visitante para mil hectares.
Ainda longamente desconhecido, esta pérola da Ásia é um segredo ainda bem guardado, mesmo na França, onde serve de cenário a um programa de reality show, o "Koh Lanta" no canal privado TF1.
Para chegar a este paraíso azul, europeus viajam cerca de 30 horas.
"É o melhor lugar do mundo para mergulhos submarinos", afirma Pam Roth, uma aposentada londrina adepta dessa atividade há 33 anos.
Mas o desenvolvimento é disfarçado pelos coqueirais. Ao final de um caminho livre, cortando a selva, numa magnífica baía antes completamente isolada, uma pista de aterrissagem em construção esbarra nas águas cristalinas.
O zumbido das máquinas abafa os cantos dos pássaros exóticos. Corta-se, arranca-se, para fazer nascer um aeroporto que deverá ser inaugurado no ano que vem.
"Queremos numerosos turistas", comenta Yusdi Lamatenggo, ministro regional do Turismo.
Se quiserem criar uma nova Bali, os turistas vão logo embora", responde o administrador de PapuaDiving, Jimmy Praet, em referência àquela ilha indonésia considerada, com frequência, uma vítima do turismo de massa. O frágil ecossistema sofre, afirma este belga.
"É a qualidade dos turistas, mais que a quantidade que procuramos", comenta Hari Untoro Dradjat, assessor do ministério nacional do Turismo. Como prova de boa vontade, as autoridades citam uma regulamentação, aprovada em julho, que limita o número de "resorts" e de "liveaboards" (navios pequenos de cruzeiro). Sete parques marinhos já foram criados, cobrindo 45% dos recifes e manguezais.
O governo recusa-se, no entanto, a condenar a exploração mineral, mesmo se uma jazida de níquel, no norte do arquipélago, venha sendo apontada por seu impacto ecológico. "É com as minas que se faz dinheiro, mais do que com o turismo", acrescenta Dradjat.
"Acho que vão destruir este local", diz Helmut Hochstetter, um alemão de 60 anos, ajeitando-se para um mergulho. "Então, é melhor aproveitar agora tudo o que pudermos". 

FONTE: Folha.com/Turismo